As forças ucranianas afirmaram nesta sexta-feira (28) que atingiram um bombardeiro estratégico com capacidade para transportar armamentos nucleares durante um ataque contra uma base militar localizada em território russo.
Segundo as autoridades da Ucrânia, a aeronave estava estacionada no momento da ofensiva. Imagens divulgadas após o ataque mostram fumaça na área da instalação, mas a extensão dos danos ainda não foi confirmada de forma independente.
O governo russo não apresentou uma avaliação completa sobre o estado do bombardeiro. Moscou também não informou se houve militares mortos ou feridos dentro da base.
A aeronave atingida faria parte da aviação estratégica utilizada pela Rússia para realizar ataques de longo alcance. Bombardeiros dessa categoria podem transportar mísseis convencionais e também integrar a estrutura nuclear do país.
A afirmação de que o equipamento possui capacidade nuclear não significa que havia armas desse tipo no local durante o ataque. Até o momento, não existe indicação de vazamento radioativo nem de detonação envolvendo material nuclear.
A ofensiva pode representar um novo impacto sobre a capacidade aérea russa. Desde o início da guerra, a Ucrânia tem realizado ataques contra bases, depósitos de combustível, sistemas de defesa e outras estruturas militares distantes da linha de frente.
Parte dessas operações utiliza drones de longo alcance. Kiev afirma que os ataques têm como objetivo reduzir a capacidade da Rússia de lançar mísseis contra cidades e instalações de energia ucranianas.
Moscou acusa o governo ucraniano de ampliar o conflito com ofensivas dentro do território russo. A Ucrânia sustenta que as bases militares utilizadas nos bombardeios são alvos legítimos de guerra.
O episódio ocorre em um momento de intensificação dos ataques entre os dois países. Enquanto as forças russas mantêm operações contra cidades e posições ucranianas, Kiev tenta atingir estruturas logísticas e militares usadas por Moscou.
A confirmação dos danos dependerá de novas imagens, informações oficiais e análises independentes. A base atacada deverá passar por inspeção antes que a Rússia consiga determinar se o bombardeiro poderá voltar a operar.