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Reajuste de servidores do Congresso amplia despesas e pressiona cofres públicos

O Congresso Nacional aprovou o reajuste salarial dos servidores da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, medida que eleva as despesas com pessoal do Legislativo e amplia a pressão sobre o Orçamento da União a partir de 2026. Os novos valores já foram incorporados às projeções orçamentárias e devem gerar impacto expressivo nos cofres públicos nos próximos anos.

De acordo com estimativas oficiais do próprio Legislativo, o reajuste terá custo aproximado de “R$790 milhões” apenas em 2026, considerando a soma das despesas da Câmara e do Senado. Desse total, cerca de “R$592 milhões” correspondem à Câmara dos Deputados, enquanto o Senado Federal deve responder por aproximadamente “R$198 milhões”.

Os aumentos aprovados variam conforme o cargo e a carreira, com percentuais que chegam a 9%, e fazem parte de um pacote de recomposição salarial negociado internamente após anos de reivindicações do funcionalismo. O reajuste foi incluído no planejamento orçamentário do Legislativo e não depende mais de votação específica em plenário, uma vez que os valores já constam nas autorizações de despesa.

O tema, no entanto, reacende o debate sobre o crescimento das despesas obrigatórias em um cenário de restrição fiscal. Com gastos elevados com previdência, pessoal e benefícios sociais, especialistas apontam que o aumento nos salários do serviço público reduz o espaço para investimentos e políticas públicas em áreas consideradas prioritárias.

Parlamentares favoráveis à medida afirmam que o reajuste busca recompor perdas inflacionárias acumuladas e garantir a valorização dos servidores, argumentando que o impacto está previsto dentro do orçamento do próprio Congresso. Já críticos destacam que, mesmo com previsão orçamentária, o aumento contribui para o avanço das despesas públicas em um momento de esforço para equilibrar as contas federais.

O reajuste dos servidores do Congresso ocorre em paralelo a outras iniciativas de recomposição salarial no serviço público federal, o que mantém o tema no centro das discussões econômicas e políticas sobre responsabilidade fiscal e controle de gastos ao longo de 2026.

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