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PF diz que não há ponto cego em imagens e investiga tentativa de suicídio de “Sicário” após prisão

A Polícia Federal abriu investigação para apurar as circunstâncias da tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, ocorrida poucas horas após sua prisão em uma operação que investiga um suposto esquema de crimes financeiros e monitoramento ilegal de pessoas.

O episódio foi registrado na quarta-feira (4), após Mourão ser detido e encaminhado para a custódia da Polícia Federal em Belo Horizonte (MG). Segundo a corporação, ele foi encontrado desacordado dentro da cela e recebeu os primeiros atendimentos ainda na unidade policial, antes de ser levado ao Hospital João XXIII, referência em atendimentos de urgência na capital mineira.

De acordo com a Polícia Federal, um procedimento interno foi instaurado para esclarecer a dinâmica do caso. Entre as medidas adotadas estão a análise das imagens das câmeras de segurança da área de custódia, além da coleta de depoimentos de agentes que estavam de plantão no momento do ocorrido.

A corporação afirmou ainda que o sistema de monitoramento da unidade não possui pontos cegos, o que, segundo os investigadores, permitirá acompanhar toda a movimentação registrada no local durante o período em que o investigado esteve sob custódia.

Apontado nas investigações como operador ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro, Mourão seria responsável por atividades de coleta de informações e monitoramento de pessoas consideradas adversárias do grupo investigado. As apurações indicam que ele teria acessado indevidamente bases de dados restritas e sistemas de informação para obter dados pessoais e estratégicos.

A defesa do investigado afirmou ter sido surpreendida com o ocorrido e informou que manteve contato com ele pouco antes do episódio.

Mourão permanece internado em estado gravíssimo no Hospital João XXIII. Médicos abriram protocolo para avaliação de morte encefálica, procedimento que envolve uma série de exames clínicos para verificar a atividade cerebral do paciente.

A Polícia Federal segue reunindo informações para esclarecer as circunstâncias da tentativa e verificar se todos os protocolos de custódia foram corretamente adotados.

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