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Mesmo com alívio, parte do agro brasileiro ainda segue no “tarifaço” dos EUA

Apesar da retirada recente das sobretaxas impostas pelos Estados Unidos sobre diversos itens agrícolas brasileiros, alguns produtos do agronegócio seguem submetidos ao chamado “tarifaço” e ainda enfrentam restrições para entrar no mercado norte-americano. A medida anunciada pelo governo Trump, válida retroativamente a 13 de novembro, eliminou a tarifa de 40% sobre café, carne bovina, frutas tropicais, suco de laranja e castanhas, um avanço considerado significativo pelo setor.

Entretanto, nem toda a pauta agroexportadora foi contemplada.

Produtos do agro que continuam tarifados

Entre os itens agrícolas que seguem sob sobretaxa estão:

Pescados (incluindo alguns tipos de peixes congelados)

Mel

Uvas frescas e desidratadas

Produtos de menor volume exportador, como derivados específicos de pesca e apicultura

Esses produtos permanecem na lista de exceções e continuam com tarifas elevadas, o que reduz competitividade e limita o crescimento das exportações para o mercado norte-americano.

Impactos para o setor

Para segmentos como pesca e apicultura, a manutenção do tarifaço representa um entrave significativo. As sobretaxas tornam o produto brasileiro mais caro nos EUA, dificultando a disputa com fornecedores de países sem barreiras adicionais. Entidades do setor afirmam que, sem a retirada das tarifas, é improvável ampliar participação nessas cadeias específicas.

Por outro lado, os segmentos beneficiados, como café, carne e frutas, já se preparam para retomar embarques e recuperar espaço perdido desde a imposição das tarifas.

Negociações continuam

O Ministério do Desenvolvimento e o Itamaraty afirmam que a retirada parcial do tarifaço foi apenas a primeira etapa, e que novas rodadas de negociação devem ocorrer nas próximas semanas para tentar incluir os itens remanescentes da pauta agro. A expectativa é que o tema seja tratado em encontros bilaterais já previstos para o início de 2026.

O governo brasileiro considera o avanço importante, mas reforça que ainda trabalha para eliminar as tarifas pendentes e garantir condições equilibradas de acesso ao mercado norte-americano para todo o agronegócio.

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