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Mercado mantém previsão de inflação em 5,12% para 2026

O mercado financeiro manteve em 5,12% a projeção para a inflação brasileira em 2026. A estimativa consta no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (10) pelo Banco Central, com as expectativas de instituições financeiras para os principais indicadores da economia.

A previsão continua acima do limite máximo estabelecido para a inflação no país. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Dessa forma, o teto é de 4,5%.

O resultado indica que, apesar da desaceleração observada nos últimos meses, os analistas ainda enxergam pressão sobre os preços até o final do ano. O comportamento dos alimentos, dos combustíveis e da energia permanece entre os principais pontos de atenção.

Selic deve terminar o ano em 14%

A projeção do mercado para a taxa básica de juros foi mantida em 14% ao ano no encerramento de 2026. Esse é o mesmo patamar atual da Selic, depois do corte de 0,25 ponto percentual anunciado pelo Comitê de Política Monetária na quarta-feira (5).

Com a redução, a taxa passou de 14,25% para 14% ao ano. A decisão representou o quarto corte consecutivo promovido pelo Banco Central, mas a ausência de uma nova redução na estimativa para dezembro demonstra que o mercado vê menos espaço para a continuidade imediata do ciclo.

A Selic influencia os juros cobrados em empréstimos, financiamentos e cartões de crédito. Quando permanece elevada, a taxa ajuda a conter o consumo e a inflação, mas também encarece o crédito e pode limitar o crescimento da economia.

PIB pode crescer 1,99%

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central projetam crescimento de 1,99% para o Produto Interno Bruto em 2026. O indicador representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país.

A estimativa aponta uma expansão moderada da atividade econômica. O nível elevado dos juros, as novas tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos e a instabilidade internacional aparecem entre os fatores que podem afetar o desempenho ao longo do segundo semestre.

O mercado de trabalho e o consumo das famílias, por outro lado, podem ajudar a sustentar a economia, especialmente se houver continuidade da desaceleração da inflação.

Dólar é projetado em R$ 5,20

A expectativa para a cotação do dólar no encerramento de 2026 permaneceu em R$ 5,20. A projeção considera o cenário internacional, as decisões de juros nos Estados Unidos e os efeitos da disputa comercial entre os dois países.

Uma valorização da moeda norte-americana pode aumentar os custos de produtos importados, combustíveis e insumos utilizados pela indústria e pelo agronegócio. O movimento também pode pressionar a inflação brasileira.

O Boletim Focus é publicado semanalmente pelo Banco Central e reúne as estimativas de bancos, gestoras e outras instituições financeiras. As projeções são do mercado e não representam previsões oficiais da autoridade monetária.

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