A nacionalização da fila de análise de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) começou a apresentar resultados já na primeira semana de funcionamento. Desde a adoção do novo modelo, em meados de janeiro, mais de 105 mil requerimentos tiveram a análise iniciada em todo o país, segundo balanço divulgado pelo governo federal.
A medida unificou as filas que antes eram regionais, permitindo que servidores de diferentes estados atuem de forma integrada na análise dos pedidos. Com isso, processos que estavam parados há mais tempo passaram a ser redistribuídos para equipes com maior capacidade operacional, reduzindo desigualdades no tempo de espera entre as regiões.
De acordo com o INSS, parte significativa dos processos já teve a análise concluída nos primeiros dias, especialmente nos casos de maior volume, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os auxílios por incapacidade. Esses pedidos concentram a maior demanda da autarquia e estavam entre os principais responsáveis pelo acúmulo na fila.
A nacionalização foi implementada após a atualização das regras do Programa de Gerenciamento de Benefícios, que reorganizou o fluxo de trabalho interno e ampliou o uso de força-tarefa com pagamento extraordinário para servidores. A atuação ocorre de forma complementar às atividades regulares do instituto.
Segundo a direção do INSS, o objetivo é atacar os processos mais antigos e garantir maior equidade no atendimento aos segurados, independentemente do estado onde o pedido foi protocolado. A expectativa é de que, mantido o ritmo atual, a medida contribua de forma consistente para a redução da fila de espera nos próximos meses, agilizando a concessão de benefícios previdenciários e assistenciais em todo o país.