O Brasil deve registrar em 2026 a maior safra agrícola de sua história. Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de abril apontam que a produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas poderá alcançar 348,7 milhões de toneladas, consolidando um novo recorde para o agronegócio brasileiro.
A estimativa representa crescimento de 0,7% em comparação com a safra de 2025, com aumento de aproximadamente 2,6 milhões de toneladas. Em relação ao levantamento divulgado em março, a projeção teve leve alta de 0,1%, indicando estabilidade no ritmo de expansão do setor agrícola.
A soja segue como principal motor da produção nacional e deve atingir 174,1 milhões de toneladas, renovando o recorde histórico da cultura no país. O resultado é impulsionado pelo avanço da área plantada e pelas boas condições climáticas registradas em importantes regiões produtoras, especialmente no Centro-Oeste.
O milho aparece na sequência entre os produtos com maior participação na safra brasileira, com previsão de 138,2 milhões de toneladas. Juntas, soja e milho continuam concentrando a maior parte da produção nacional de grãos e das exportações do agronegócio.
Segundo o IBGE, a área total a ser colhida no país deve chegar a 83,3 milhões de hectares neste ano, crescimento de 2,1% na comparação anual. O avanço reforça o cenário de fortalecimento da atividade agrícola mesmo diante de desafios logísticos e oscilações no mercado internacional de commodities.
O levantamento também trouxe projeções positivas para outras culturas relevantes. A produção de café foi estimada em 66,1 milhões de sacas, alta de 14,9% em relação ao ano passado e novo recorde da série histórica do instituto. Algodão e cacau também apresentaram revisões positivas no levantamento de abril.
O Centro-Oeste permanece como principal região produtora do país e deve responder por cerca de metade da safra nacional de grãos. O Mato Grosso segue na liderança entre os estados produtores, mantendo posição estratégica no desempenho do agronegócio brasileiro.
Com a nova projeção recorde, o setor agrícola reforça sua importância para a economia nacional, especialmente no crescimento das exportações, geração de empregos e impacto direto no Produto Interno Bruto (PIB).