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Governo reduz em 98,9% área de garimpo ilegal na Terra Yanomami, aponta monitoramento oficial

O Governo Federal acelerou as ações de desintrusão na Terra Indígena Yanomami e conseguiu reduzir em 98,9% a área ocupada por garimpo ilegal no território. O dado é resultado de monitoramento por satélite realizado pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), que comparou imagens entre 1º de março de 2024 e 1º de fevereiro de 2026.

A queda expressiva está associada à intensificação de operações integradas de segurança, fiscalização ambiental e presença permanente do Estado em pontos estratégicos da região. A mais recente ofensiva, batizada de Operação Maamaxi Xawara, expressão que significa “doença do ouro”, ocorreu entre 16 e 31 de janeiro de 2026 e teve como foco áreas historicamente afetadas pela atividade ilegal, como Surucucu, Parima, Homoxi, Xitei, Rangel e Cascalho Velho.

Durante os 15 dias de operação, as forças federais desmontaram acampamentos, inutilizaram motores, geradores, balsas e embarcações usadas no garimpo, além de apreender antenas de internet e grandes volumes de combustível que abasteciam a atividade clandestina. Três pessoas foram presas e encaminhadas à Polícia Federal em Boa Vista (RR).

Segundo o governo, além das ações diretas dentro da terra indígena, o combate ao garimpo passou a incluir o bloqueio da logística fora do território, com fiscalização de estradas, rios e postos de combustíveis. A estratégia busca impedir o retorno de grupos criminosos e a reativação de áreas já degradadas.

A atuação permanente a partir do Pelotão Especial de Fronteira de Surucucu e de sub-bases instaladas na região tem sido apontada como um dos fatores decisivos para o avanço da desintrusão. A presença contínua permite respostas rápidas a novas tentativas de invasão e reforça o monitoramento ambiental.

As ações fazem parte de um plano mais amplo de proteção do povo Yanomami e de recuperação ambiental da área, coordenado pelo Governo Federal desde 2024, com participação de diferentes órgãos de segurança, defesa e fiscalização. A previsão é de que as operações de vigilância e repressão sejam mantidas ao longo de 2026 para consolidar os resultados obtidos.

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