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Ginecologista é investigado por estupro em SP após paciente denunciar abusos e relatar fotos íntimas e vídeos pornográficos

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A Polícia Civil de São Paulo instaurou inquérito para investigar um médico ginecologista suspeito de estupro e violação sexual mediante fraude contra uma paciente durante atendimento em um consultório particular na capital paulista. A denúncia foi formalizada pela vítima após uma consulta de rotina em que ela relatou ter sido submetida a práticas abusivas e constrangimentos sem qualquer justificativa clínica.

O caso foi registrado em uma delegacia especializada de atendimento à mulher, que solicitou medidas cautelares e já iniciou a coleta de depoimentos e a análise de materiais para apurar a conduta do profissional.

O relato da vítima e a dinâmica no consultório

De acordo com o depoimento prestado pela paciente à polícia:

 Abordagem inadequada: Durante o procedimento de exame clínico, o médico teria passado a fazer comentários de cunho pessoal e perguntas invasivas sobre a vida sexual da paciente que fugiam inteiramente ao protocolo médico habitual.

 Toques abusivos: A denunciante afirmou que o investigado realizou toques corporais sem luvas e de maneira incompatível com a avaliação ginecológica técnica, gerando desconforto e paralisia no momento do atendimento.

 Exibição de conteúdo explícito: Ainda segundo o boletim de ocorrência, o médico teria utilizado o telefone celular para mostrar fotografias íntimas e vídeos com teor pornográfico sob o pretexto de ilustrar explicações médicas, coagindo a paciente a observar o material contra a sua vontade.

Procedimentos investigativos e atuação do Cremesp

Após o registro formal da ocorrência, as autoridades policiais e os órgãos de classe adotaram as primeiras providências:

 Apreensão de dispositivos: A autoridade policial solicitou autorização judicial para busca e apreensão de computadores e aparelhos celulares utilizados pelo investigado no consultório, a fim de periciar mídias armazenadas e verificar eventuais registros fotográficos não autorizados de pacientes.

 Busca por outras vítimas: A Polícia Civil apura se outros episódios semelhantes ocorreram no mesmo local de trabalho e orienta que eventuais mulheres que tenham passado por situações análogas procurem a delegacia para formalizar relatos.

 Conselho Regional de Medicina (Cremesp): O órgão fiscalizador da classe médica abriu sindicância interna para apurar o cumprimento do Código de Ética Médica. Caso comprovadas as infrações funcionais, o profissional pode enfrentar penalidades administrativas que variam de censura confidencial até a cassação definitiva do registro profissional (CRM).

Como buscar apoio e denunciar

Casos de importunação sexual, assédio e estupro em ambientes clínicos ou hospitalares devem ser reportados imediatamente:

 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM): Atendimento presencial e registro de boletim de ocorrência em unidades territoriais e pela Delegacia Eletrônica da Polícia Civil.

 Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180): Canal gratuito e confidencial que orienta vítimas e recebe denúncias de violações de direitos em todo o território nacional.

 Ouvidorias e conselhos profissionais: Formalização de denúncias éticas perante as comissões de ética dos hospitais e os conselhos regionais de medicina.

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