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Botafogo social intensifica cobranças a Textor e exige garantias sobre aporte financeiro

Introdução

A instabilidade administrativa no Botafogo continua a se aprofundar, com novos desdobramentos surgindo diariamente. Em meio a uma reunião realizada no Estádio Nilton Santos, pouco antes da vitória por 4 a 0 sobre o Cruzeiro, o representante do clube social deixou clara sua insatisfação com a gestão do investidor americano. O tom do encontro foi marcado por cobranças por soluções imediatas para a crise financeira.

Desenvolvimento

John Textor se reuniu com o ex-presidente Durcesio Mello e o atual presidente do clube social, João Paulo Magalhães Lins, para discutir os rumos do Botafogo. Na ocasião, o associativo, que atua como órgão fiscalizador da SAF conforme o Acordo de Acionistas, exigiu garantias financeiras de curto prazo do americano. A insatisfação se estende também ao relacionamento conturbado entre Textor e o CEO da SAF, Thairo Arruda.

Como resultado das cobranças, Textor se submeterá a um processo de auditoria para comprovar a origem dos recursos que prometeu injetar no clube. A análise técnica investigará toda a estrutura jurídica e os sócios por trás do capital, avaliando se a operação é real e benéfica para o Botafogo. O laudo desta auditoria será decisivo para a manutenção ou perda do pouco prestígio que resta ao americano internamente.

João Paulo e Textor se encontram em São Paulo para uma reunião em um banco especializado em fusões e aquisições. O objetivo é buscar uma validação externa sobre a viabilidade do movimento financeiro proposto. A aprovação final dependerá do Conselho do clube, que aguardará o resultado da avaliação técnica antes de qualquer deliberação.

O conflito entre Textor e o CEO Thairo Arruda atingiu seu ponto mais crítico, com discordâncias que começaram no primeiro aporte financeiro prometido. Arruda vetou a operação devido às condições consideradas lesivas, incluindo taxas de juros mensais de 25%. A garantia oferecida por Textor, que envolvia possíveis vendas futuras do elenco, também foi rejeitada pelo executivo.

Nos bastidores, a relação outrora descrita por Textor como fraterna – ele se referiu a Thairo como um “irmão mais novo” em redes sociais – deteriorou-se completamente. O veto do CEO ao aporte desencadeou uma crise que ameaça sua permanência no cargo. Textor, por sua vez, manifestou o desejo de ampliar o número de executivos em posições de “officers” no cotidiano do Botafogo.

Conclusão

O Botafogo vive um momento decisivo, com a pressão do clube social sobre John Textor atingindo níveis sem precedentes. A auditoria sobre os recursos prometidos e a reunião em São Paulo representam tentativas de trazer clareza e segurança a uma situação financeiramente delicada. O resultado dessas avaliações definirá não apenas o futuro do aporte, mas também o equilíbrio de poder dentro da diretoria.

Enquanto isso, a divergência entre Textor e Thairo Arruda permanece como um obstáculo significativo para a governança do clube. A expectativa é que, após o processo de due diligence, Textor retorne ao Rio de Janeiro, embora sua data de retorno aos Estados Unidos permaneça indefinida. O desfecho deste capítulo será crucial para a estabilidade da SAF alvinegra nos próximos meses.

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