O Brasil criou 121.305 empregos com carteira assinada em setembro de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego na quarta-feira (4). O saldo ficou 43,5% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025, quando foram abertas 214.609 vagas.
Durante o mês, o país registrou 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos. A diferença entre esses movimentos representa a geração líquida de empregos. Apesar da desaceleração, as contratações continuaram superiores aos desligamentos.
O setor de serviços liderou a abertura de postos, com saldo positivo de 81.241 vagas. Entre os segmentos que mais contribuíram estão atividades administrativas e serviços complementares, saúde humana e serviços sociais, além de transporte, armazenagem e correio.
A indústria ficou em segundo lugar, com 19.285 novos empregos, seguida pelo comércio, com 15.697, e pela construção, com 9.468. A agropecuária foi o único dos cinco grandes grupos de atividades a apresentar resultado negativo, com fechamento de 4.381 postos.
No acumulado de janeiro a setembro, foram criados 1.248.914 empregos formais. O resultado representa uma redução de 27,9% em relação aos primeiros nove meses de 2025, quando o saldo havia alcançado 1.731.398 vagas.
Com o desempenho de setembro, o número de vínculos formais ativos chegou a aproximadamente 48,36 milhões. Nos últimos 12 meses, o saldo foi positivo em 787.073 postos de trabalho.
Entre as unidades da Federação, 26 registraram mais admissões que desligamentos. São Paulo apresentou o maior saldo em números absolutos, com 19.391 vagas, seguido por Pernambuco, com 13.371, e Alagoas, com 11.110.
O Rio Grande do Sul foi o único estado com resultado negativo, com fechamento de 2.937 empregos formais no mês.
O salário médio real de admissão ficou em R$ 2.429,41 em setembro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, houve crescimento de 1,88%, equivalente a R$ 44,90.