Os 40 clubes que disputam as Séries A e B do Campeonato Brasileiro acumulavam aproximadamente R$ 25 bilhões em dívidas ao final de 2025. Os dados foram disponibilizados nesta quarta-feira (21) em um painel criado pela Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade no Futebol, responsável pela aplicação das regras do fair play financeiro no país.
A maior parte do passivo está concentrada na primeira divisão. Os 20 participantes da Série A somavam R$ 22,08 bilhões, enquanto os clubes da Série B acumulavam R$ 2,92 bilhões.
O Corinthians lidera a relação, com dívida total de R$ 2,76 bilhões. Na sequência aparecem Atlético-MG, com R$ 2,66 bilhões, e São Paulo, com R$ 2,45 bilhões.
O Botafogo ocupa a quarta posição, com R$ 2,01 bilhões, seguido por Palmeiras, com R$ 1,58 bilhão, e Cruzeiro, com R$ 1,36 bilhão. Internacional, Flamengo, Santos e Vasco completam as dez primeiras posições.
O Atlético-MG possui a maior dívida de curto prazo, considerando os compromissos com vencimento em até 12 meses. O valor informado pelo clube mineiro chega a R$ 1,36 bilhão.
Entre os integrantes da Série B, o Sport apresenta o maior passivo, com R$ 422 milhões. O Náutico aparece em seguida, com R$ 292 milhões. Na outra extremidade do levantamento, o CRB declarou dívida de R$ 900 mil.
Os dez maiores devedores do futebol brasileiro são:
- Corinthians: R$ 2,76 bilhões
- Atlético-MG: R$ 2,66 bilhões
- São Paulo: R$ 2,45 bilhões
- Botafogo: R$ 2,01 bilhões
- Palmeiras: R$ 1,58 bilhão
- Cruzeiro: R$ 1,36 bilhão
- Internacional: R$ 1,27 bilhão
- Flamengo: R$ 1,26 bilhão
- Santos: R$ 1,23 bilhão
- Vasco: R$ 1,10 bilhão
O painel da agência também apresenta informações sobre salários, impostos e transferências em atraso. Entre os 20 participantes da Série A, somente Bahia, Chapecoense, Flamengo, Mirassol, Palmeiras e Red Bull Bragantino declararam não possuir pagamentos vencidos até 30 de junho.
Atlético-MG, Grêmio, Internacional e São Paulo receberam prazo de 45 dias para quitar dívidas contraídas em 2026. Caso não regularizem os pagamentos, os clubes poderão ser impedidos temporariamente de registrar novos jogadores.
A partir de novembro, o regulamento do fair play financeiro também permitirá a aplicação de sanções por dívidas anteriores a 2026. Atualmente, as punições alcançam apenas compromissos relacionados a contratos firmados nesta temporada.
Os clubes precisam informar à agência a situação dos pagamentos três vezes por ano. A próxima janela de autodeclaração está prevista para 30 de novembro.