Os pedidos de recuperação judicial no agronegócio brasileiro caíram 20,7% no segundo trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pela Serasa Experian.
Foram registradas 448 solicitações entre abril e junho. Em relação ao primeiro trimestre deste ano, quando foram apresentados 474 pedidos, a redução foi de 5,5%.
O levantamento inclui produtores rurais pessoas físicas, empresas agrícolas e companhias que integram a cadeia produtiva. Foi a primeira queda registrada para um segundo trimestre desde 2022.
Mato Grosso liderou o ranking nacional, com 107 pedidos. Goiás apareceu na segunda posição, com 84 solicitações, seguido por São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
O cultivo de soja concentrou o maior número de recuperações judiciais, com 70 casos. A criação de bovinos apareceu em seguida, com 28 pedidos.
Entre os produtores pessoa física, a redução foi de 10,5%. No grupo formado por pessoas jurídicas, o recuo chegou a 34,2% na comparação anual.
A Serasa avalia que a queda pode estar relacionada ao aumento das receitas, à sazonalidade e ao avanço das negociações entre produtores e credores. O setor, porém, ainda enfrenta custos elevados e restrições na oferta de crédito.