A tentativa do Vasco da Gama de mandar a partida de volta da semifinal da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors no Maracanã sofreu um revés na Justiça do Rio de Janeiro nesta sexta-feira (2). A juíza Adriana Laia Franco, da 2ª Vara Cível da Capital, determinou a suspensão do processo movido pela SAF vascaína.
O motivo da paralisação foi a existência de uma Ação Popular movida anteriormente por um torcedor vascaíno, que trata exatamente do mesmo objeto: a liberação do estádio para o confronto continental.
Por que os processos não foram reunidos?
A magistrada explicou em sua decisão que a medida visa evitar o risco de decisões judiciais contraditórias sobre o mesmo fato:
Varas de naturezas diferentes: O processo aberto pelo torcedor corre na 2ª Vara de Fazenda Pública, enquanto a ação ajuizada pelo clube tramita na 2ª Vara Cível. Por terem competências jurisdicionais distintas, as duas ações não puderam ser unificadas em um único processo.
Recurso em andamento: A liminar do torcedor foi indeferida em primeira instância, mas a defesa do autor recorreu por meio de Agravo de Instrumento perante o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ). Como o recurso do torcedor ainda aguarda julgamento no colegiado do tribunal, a ação da SAF ficará sobrestada até que o tribunal se pronuncie.
Prazo para o consórcio: Apesar de suspender o andamento imediato do pedido vascaíno, a magistrada determinou que o consórcio Fla-Flu apresente manifestação formal nos autos sobre o pleito do Cruz-Maltino em até 48 horas.
Corrida contra o relógio e a alternativa de São Januário
O Vasco recorreu à Justiça na quinta-feira (1º) após o Consórcio Maracanã recusar a cessão do estádio para o duelo marcado para o final de outubro. O clube sustenta que precisa de uma praça esportiva com grande capacidade para cumprir as exigências operacionais e de público da Conmebol.
Diante do entrave judicial e dos prazos regulamentares da confederação sul-americana para indicação definitiva da sede da semifinal, a diretoria do Vasco trabalha em duas frentes: aguarda o desfecho do recurso no tribunal e negocia com a entidade e autoridades de segurança a possibilidade de ampliar o setor de visitantes em São Januário para viabilizar a partida no seu estádio histórico, caso o Maracanã permaneça inacessível.