Chegou ao fim a greve nacional dos trabalhadores dos Correios após 15 dias de paralisação. Em assembleias realizadas na noite desta quinta-feira (24) em diversos estados, a categoria aprovou a proposta de conciliação construída sob mediação do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e deliberou pelo retorno imediato ao trabalho a partir desta sexta-feira (25).
Com a decisão, as agências e os Centros de Tratamento de Encomendas voltam a operar com 100% do efetivo para normalizar o fluxo logístico e a distribuição de correspondências acumuladas.
O acordo e o desfecho do impasse
A paralisação, que havia começado em 10 de setembro, tinha como principal nó as discussões sobre o plano de assistência médica dos funcionários da ativa, dependentes e aposentados:
Plano de saúde mantido: A federação dos trabalhadores (Findect) e os sindicatos regionais conseguiram a manutenção dos critérios centrais de coparticipação e cobertura do plano médico, principal reivindicação que travava as rodadas de negociação coletiva.
Acordo no TST: A aceitação da minuta evitou a continuidade do julgamento de dissídio coletivo e do pedido de abusividade do movimento que tramitava na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do tribunal.
Compensação dos dias parados: Ficou ajustado um cronograma de reposição de horas e turnos extras nos fins de semana para agilizar o escoamento das remessas pendentes sem descontos salariais integrais.
Regularização dos serviços e atendimento
Os Correios informaram que ativaram um mutirão operacional de triagem e transporte para colocar as entregas em dia nos próximos dias:
Prazos: Encomendas prioritárias (como Sedex) têm previsão de normalização mais rápida, enquanto remessas econômicas e correspondências simples devem ter os prazos restabelecidos gradualmente ao longo da próxima semana.
Canais de consulta: O rastreamento de objetos no aplicativo e no site oficial da estatal já volta a refletir a movimentação regular das cargas.