Uma violenta colisão frontal entre uma carreta e um micro-ônibus da Secretaria Municipal de Saúde de Imbituva causou a morte de 23 pessoas — sendo 21 adultos e duas crianças — na madrugada desta quarta-feira (19). O desastre aconteceu por volta das 3h30, no quilômetro 209 da BR-373, município de Ipiranga, região dos Campos Gerais (PR).
Além dos óbitos confirmados, outras cinco vítimas sofreram ferimentos (três em estado grave e duas com lesões moderadas) e foram encaminhadas para atendimento em hospitais de Ponta Grossa.
Dinâmica e investigação do acidente
Segundo informações preliminares divulgadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), a carreta — que vinha vazia e tinha placas de Erechim (RS) — teria invadido o sentido oposto da via, atingindo de frente o veículo coletivo. O condutor do veículo de carga morreu no local.
O micro-ônibus transportava pacientes e acompanhantes do interior para consultas e procedimentos médicos na Região Metropolitana de Curitiba. A via, que possui pista simples no trecho, foi totalmente bloqueada nos dois sentidos para o trabalho de resgate e perícia técnica, gerando quilômetros de congestionamento ao longo da manhã sob a coordenação da concessionária Via Araucária.
Equipes do Samu, Corpo de Bombeiros, Polícia Científica e Polícia Civil participaram do atendimento à ocorrência e do processo de identificação dos corpos.
Reações oficiais e decretação de luto
Diante da dimensão da tragédia, o governador do Paraná, Ratinho Junior, decretou luto oficial de três dias em todo o território estadual e manifestou pesar:
“O Paraná amanhece de luto após o acidente em Ipiranga. Nossas forças de segurança já estão atuando para esclarecer as causas do acidente. Que Deus dê conforto e força a todos que enfrentam essa dor.”
A Prefeitura de Imbituva também divulgou nota de pesar, suspendendo o expediente administrativo nos órgãos municipais em sinal de respeito às famílias das vítimas, mantendo ativos apenas os serviços essenciais de atendimento à população.
Com informações apuradas pela PRF, Via Araucária, Polícia Científica e RPC/g1.