O ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, de 63 anos, e sua esposa, Cilia Flores, de 69 anos, estão programados para comparecer a um tribunal federal no Distrito Sul de Nova York para uma nova audiência preliminar no processo criminal em que são acusados de tráfico de drogas e conspiração com narcoterroristas. O casal está detido no Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, desde sua captura em Caracas por forças americanas.
Ação contestada pela defesa e alegação de abdução.
Durante a sessão conduzida pelo juiz federal Alvin Hellerstein, a defesa técnica, representada pelo advogado Barry Pollack, busca contestar a legalidade da intervenção militar norte-americana, classificando a captura do líder venezuelano como uma abdução militar e prisão ilegal. Os advogados argumentam que existem questões jurídicas e diplomáticas complexas a serem resolvidas antes do início de qualquer julgamento.
Desde a audiência inicial, o Sr. Maduro tem reiterado sua inocência em relação às quatro acusações criminais imputadas pelo Departamento de Justiça dos EUA, declarando-se prisioneiro de guerra e presidente constitucional deposto da Venezuela.
Proposta de Cronograma para o Julgamento
A recente audiência sucede a proposta formal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos para que o julgamento criminal do Sr. Maduro se inicie em junho de 2027. A promotoria argumenta que o caso envolve um vasto conjunto de evidências, acumuladas ao longo de anos de investigação, referentes à suposta facilitação do transporte de toneladas de cocaína para o território americano.
Até o presente momento, nem o Sr. Maduro nem a Sra. Cilia Flores apresentaram pedidos formais de liberdade sob fiança, permanecendo em custódia cautelar enquanto o calendário das próximas etapas processuais é estabelecido pela Justiça americana.