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São Paulo confirma primeiro caso de gripe aviária de 2026

O estado de São Paulo confirmou o primeiro caso de gripe aviária de alta patogenicidade de 2026. A doença foi identificada em uma irerê, ave silvestre encontrada em uma área urbana e encaminhada ao zoológico de Guaíra, na região de Barretos.

O resultado foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de São Paulo e divulgado na quinta-feira (16). O material analisado havia sido coletado pela Defesa Agropecuária no dia 8 de julho.

Por se tratar de uma ave silvestre, o caso não altera a situação sanitária das granjas comerciais paulistas e não provoca, neste momento, restrições às exportações de carne de frango ou ovos.

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento adotou medidas preventivas para impedir a disseminação do vírus. O trânsito de animais no zoológico foi interditado, enquanto equipes iniciaram uma investigação epidemiológica na região.

Também foi realizada uma vigilância ativa em três granjas localizadas em um raio de dez quilômetros do foco. Duas delas estavam em período de vazio sanitário e não mantinham aves nas instalações.

A Influenza Aviária de Alta Patogenicidade pode provocar sintomas graves e elevada mortalidade entre aves. O vírus é disseminado principalmente pelo contato com animais infectados, secreções, fezes ou superfícies contaminadas.

Até o momento, São Paulo não registrou casos da doença em humanos. A Secretaria da Saúde acompanha as pessoas envolvidas no resgate, no transporte e no atendimento da ave infectada.

O consumo de carne de frango e ovos inspecionados permanece seguro. A gripe aviária não é transmitida por alimentos devidamente preparados, e não há recomendação para que a população deixe de consumir esses produtos.

A principal orientação é não tocar em aves doentes ou encontradas mortas. Animais com dificuldade para respirar ou voar, comportamento desorientado, tremores, torção no pescoço ou falta de reação à presença humana devem ser comunicados imediatamente ao serviço veterinário oficial.

Em humanos, a infecção é considerada rara e está relacionada principalmente ao contato direto e desprotegido com aves contaminadas. A transmissão sustentada entre pessoas não foi identificada.

O Brasil permanece sob estado de emergência zoossanitária por causa da circulação do vírus H5N1 em aves silvestres. A medida, prorrogada em março por mais 180 dias, permite a mobilização de recursos e a adoção rápida de ações de vigilância, controle e contenção de novos focos.

As autoridades sanitárias continuarão monitorando o zoológico, as propriedades rurais próximas e possíveis ocorrências de aves mortas na região de Guaíra.

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