Os Estados Unidos suspenderam uma ofensiva militar que estava prevista contra alvos ligados ao governo iraniano após o recebimento de uma nova proposta de paz enviada por Teerã. A informação foi confirmada nesta terça-feira (19) por autoridades americanas e marcou um novo capítulo nas negociações para conter a escalada do conflito no Oriente Médio.
Segundo fontes ligadas à Casa Branca, a decisão foi tomada depois que o governo iraniano apresentou uma série de condições para um possível cessar-fogo. Entre as exigências estão o fim das sanções econômicas impostas pelos EUA, a retirada de forças militares americanas de áreas próximas ao território iraniano e garantias contra novos ataques.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a suspensão da ofensiva busca abrir espaço para uma solução diplomática, mas ressaltou que os militares seguem em estado de prontidão caso as negociações fracassem.
A nova proposta iraniana também inclui pedidos de desbloqueio de recursos financeiros retidos no exterior e compensações pelos danos causados durante o conflito. Em Washington, integrantes do governo avaliam que parte das exigências é considerada excessiva, principalmente nos pontos ligados ao programa nuclear iraniano.
A movimentação reduziu temporariamente a tensão internacional, que vinha crescendo após ameaças de novos ataques e temor de fechamento do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte mundial de petróleo.
Países do Golfo, além de representantes diplomáticos europeus e asiáticos, intensificaram os esforços de mediação nas últimas horas para evitar uma ampliação da guerra. A expectativa é que novas reuniões entre representantes dos dois países ocorram ainda nesta semana.
Apesar da suspensão do ataque, analistas internacionais avaliam que o cenário permanece instável. O avanço das negociações dependerá principalmente das concessões que Washington e Teerã estarão dispostos a aceitar nos próximos dias.