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Brasil registra novos casos de hantavírus e mantém monitoramento reforçado 

O Ministério da Saúde mantém vigilância reforçada sobre os casos de hantavirose registrados no país após a confirmação de novas infecções em 2026 e o avanço das investigações relacionadas ao surto internacional identificado no cruzeiro MV Hondius. Dados atualizados nesta segunda-feira (11) apontam que o Brasil soma ao menos oito casos confirmados da doença neste ano. 

Segundo o governo federal, sete casos foram oficialmente confirmados pelo Ministério da Saúde até o momento. Um oitavo registro foi contabilizado pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná. Os dados mais recentes apontam ocorrências em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. 

Em Minas Gerais, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou neste domingo (10) a primeira morte por hantavírus registrada no Brasil em 2026. A vítima era um homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. De acordo com as autoridades, ele teve contato com roedores silvestres em uma lavoura antes do surgimento dos sintomas. O diagnóstico foi confirmado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed). 

O Paraná também segue em alerta. A Secretaria de Estado da Saúde confirmou dois casos da doença e informou que outras 11 notificações continuam sob investigação epidemiológica. Além disso, 21 suspeitas já foram descartadas após exames laboratoriais. 

Nesta segunda-feira (11), Santa Catarina confirmou o primeiro caso de hantavírus no estado em 2026. O paciente é morador de Seara, no Oeste catarinense. A Secretaria Estadual de Saúde afirmou que o caso não possui relação com o surto internacional associado ao navio MV Hondius. 

O Ministério da Saúde reiterou que não há circulação do genótipo Andes no Brasil, variante associada aos raros episódios de transmissão entre humanos registrados na Argentina e no Chile e que está relacionada ao surto investigado no cruzeiro internacional. Segundo a pasta, os casos brasileiros seguem ligados ao padrão tradicional de transmissão silvestre por roedores contaminados. 

A hantavirose é considerada uma doença rara, mas de elevada letalidade. A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, saliva e fezes de roedores silvestres infectados. Os sintomas incluem febre alta, dores musculares, fadiga e dificuldade respiratória, podendo evoluir rapidamente para quadros graves. 

Desde a identificação da doença no Brasil, em 1993, o país registrou mais de 2,4 mil casos confirmados e mais de 900 mortes. Em 2025, foram contabilizados 35 casos e 15 óbitos. 

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