O Paquistão realizou ataques aéreos contra alvos no Afeganistão na sexta-feira (27), intensificando a crise militar entre os dois países e ampliando a instabilidade na região da fronteira.
De acordo com o ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, a ofensiva foi uma resposta a ataques recentes atribuídos a grupos insurgentes que, segundo Islamabad, estariam utilizando território afegão como base de operações. O governo paquistanês afirma que os bombardeios tiveram como alvo posições ligadas ao Talibã.
Autoridades locais relataram explosões em áreas próximas à capital Cabul e em províncias do leste afegão. O governo do Afeganistão condenou a ação e classificou a operação como violação de soberania, além de apontar possíveis vítimas civis, informação que não foi confirmada de forma independente.
A escalada ocorre após semanas de aumento de confrontos ao longo da Linha Durand, região historicamente marcada por disputas territoriais e presença de grupos armados. O Paquistão acusa o governo afegão de não conter militantes responsáveis por ataques contra forças de segurança paquistanesas, enquanto Cabul nega as acusações e responsabiliza as operações militares do país vizinho pelo agravamento da tensão.
A Organização das Nações Unidas manifestou preocupação com a situação e pediu contenção imediata para evitar a ampliação do conflito. Países como China, Rússia e Irã também defenderam a retomada do diálogo diplomático.
Especialistas em relações internacionais avaliam que a intensificação das operações militares aumenta o risco de novos confrontos e pode gerar impactos humanitários nas áreas fronteiriças, além de ampliar a instabilidade geopolítica no sul da Ásia.