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Mercosul e União Europeia assinam acordo, mas tratado ainda depende de ratificação

O Mercosul e a União Europeia (UE) assinam neste sábado (17), em Assunção, no Paraguai, o acordo de livre comércio negociado ao longo de mais de 25 anos. A formalização representa um marco político entre os blocos, mas o tratado não entra em vigor com a assinatura e ainda precisará cumprir uma série de etapas legais.

Após a cerimônia, o texto do acordo será encaminhado para análise e ratificação nos parlamentos dos países do Mercosul: Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, além do Parlamento Europeu e, em alguns casos, dos legislativos nacionais dos países da UE. Somente depois dessas aprovações o tratado poderá produzir efeitos práticos.

O acordo prevê a redução gradual de tarifas sobre produtos industriais e agrícolas, além de compromissos em áreas como serviços, investimentos, compras governamentais e regras ambientais. Juntos, os dois blocos representam um mercado de cerca de 720 milhões de consumidores.

Governos sul-americanos e europeus avaliam que o tratado pode ampliar o fluxo comercial, estimular investimentos e reforçar a cooperação econômica em um cenário global de instabilidade. Por outro lado, o acordo ainda enfrenta resistências internas, especialmente de setores agrícolas europeus e grupos que apontam preocupações ambientais.

Até a conclusão dos trâmites legislativos, o acordo permanece sem aplicação prática. A expectativa é que o processo de ratificação avance ao longo de 2026, permitindo a implementação gradual das medidas previstas no texto.

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