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Pequi sem espinhos ganha espaço em Goiás e impulsiona nova fase da fruticultura do Cerrado

Goiás começa a colher os frutos de uma inovação que promete mudar a relação dos consumidores e produtores com um dos símbolos do Cerrado: o pequi sem espinhos. Desenvolvida após décadas de pesquisa, a variedade elimina o principal obstáculo ao consumo do fruto, os espinhos do caroço e amplia o potencial econômico e gastronômico da cultura no estado.

O avanço é resultado de estudos conduzidos pela Emater Goiás em parceria com a Embrapa Cerrados, que identificaram plantas com mutações naturais e, a partir delas, desenvolveram cultivares por técnicas como clonagem e enxertia. As novas variedades mantêm o sabor, a cor e o aroma característicos do pequi tradicional, mas oferecem maior segurança no consumo e melhor aproveitamento da polpa.

A chegada do pequi sem espinhos ao mercado tem despertado interesse crescente de produtores rurais, viveiristas e agricultores familiares. Diferentemente do extrativismo, prática comum na colheita do pequi nativo, o cultivo tecnificado permite planejamento de safra, padronização da produção e maior previsibilidade de renda. As mudas, mais valorizadas, já começam a ser incorporadas a projetos comerciais e também a áreas de preservação legal.

Além do impacto no campo, a inovação abre novas possibilidades para a indústria alimentícia e para a gastronomia regional. Restaurantes, festivais e eventos culinários têm apostado na variedade para criar pratos que preservam a identidade do Cerrado, agora com menos riscos ao consumidor e maior facilidade de preparo.

Especialistas avaliam que a difusão do pequi sem espinhos pode reduzir a pressão sobre as áreas nativas, fortalecer cadeias produtivas locais e ampliar a presença do fruto em novos mercados. A expectativa é que, nos próximos anos, a variedade deixe de ser novidade e se consolide como alternativa viável para a produção sustentável e o desenvolvimento regional em Goiás.

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