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Acordo Mercosul–União Europeia amplia oportunidades para o agro brasileiro

O avanço do acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, concluído politicamente no fim de 2025 e encaminhado para a fase de ratificação em 2026, abre uma nova frente de oportunidades para o agronegócio brasileiro. Após mais de duas décadas de negociações, o entendimento entre os blocos tende a reduzir tarifas, ampliar mercados e fortalecer a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais de alimentos.

O principal ganho para o agro está no acesso preferencial ao mercado europeu, formado por mais de 440 milhões de consumidores e caracterizado por alto poder de compra. Com a eliminação gradual de tarifas de importação, produtos brasileiros passam a competir em melhores condições com fornecedores de outras regiões, o que pode ampliar volumes exportados e elevar o valor agregado das vendas.

Entre os setores mais beneficiados estão carnes, café, soja e frutas. A carne bovina brasileira, por exemplo, ganha espaço em nichos de maior valor na Europa, especialmente cortes premium. No caso do café, a União Europeia já é o principal destino do produto brasileiro, e o acordo reforça essa relação ao reduzir custos e aumentar a previsibilidade comercial. A soja e seus derivados também tendem a ganhar competitividade, sobretudo para uso na indústria e na alimentação animal.

Outro ponto relevante é a previsibilidade para investimentos. As reduções tarifárias previstas no acordo ocorrem de forma escalonada ao longo de vários anos, o que permite planejamento por parte dos produtores e exportadores. Esse ambiente mais estável favorece a modernização do campo, a adoção de novas tecnologias e a ampliação da capacidade produtiva voltada ao mercado externo.

O acordo também tem impacto estratégico para a economia brasileira. O fortalecimento das exportações do agronegócio contribui para a balança comercial, gera divisas e reforça o papel do setor como um dos motores do crescimento econômico. Estados com forte base agroexportadora tendem a sentir os efeitos de forma mais direta, com aumento de renda e geração de empregos ao longo das cadeias produtivas.

Apesar das vantagens, o setor ainda enfrenta desafios. O texto negociado prevê cotas e mecanismos de salvaguarda para alguns produtos considerados sensíveis pela União Europeia, o que limita volumes em determinados casos. Além disso, o acesso ao mercado europeu exige cumprimento rigoroso de normas sanitárias, ambientais e de rastreabilidade, o que impõe custos adicionais e demanda adaptação constante dos produtores brasileiros.

Mesmo com esses pontos de atenção, o acordo Mercosul–União Europeia é visto como um passo decisivo para o agro nacional. Ao combinar abertura de mercado, redução de tarifas e maior integração comercial, o entendimento cria condições para que o Brasil amplie sua presença em um dos mercados mais exigentes do mundo, consolidando o agronegócio como pilar estratégico da economia nos próximos anos.

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