O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) iniciou, nesta segunda-feira (5), uma reunião de emergência para discutir os ataques dos Estados Unidos à Venezuela, que elevaram a tensão diplomática na região e provocaram reação internacional.
A sessão foi convocada após solicitação formal do governo venezuelano, com apoio de países como Rússia e China, que acusam Washington de violar a soberania nacional e os princípios da Carta das Nações Unidas. O encontro ocorre na sede da ONU, em Nova York, com a participação dos 15 países membros do Conselho.
No centro do debate estão as operações militares norte-americanas em território venezuelano, que resultaram na captura do presidente Nicolás Maduro, levado aos Estados Unidos para responder a acusações ligadas ao narcotráfico. Caracas classifica a ação como uma agressão ilegal e pede uma condenação formal do Conselho de Segurança.
Durante a reunião, representantes de diversos países manifestaram preocupação com os impactos da ofensiva sobre a estabilidade regional. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou para os riscos de escalada do conflito e defendeu a busca por soluções diplomáticas, com respeito ao direito internacional.
O Brasil criticou a operação e afirmou que os ataques ultrapassam limites aceitáveis nas relações entre Estados soberanos. Já a Rússia classificou a ação como ilegal e desestabilizadora, enquanto a China reforçou a necessidade de respeito às normas internacionais.
Em contrapartida, os Estados Unidos sustentam que a operação teve como objetivo o combate ao narcotráfico e ao crime organizado internacional, argumento que vem sendo contestado por autoridades venezuelanas e por especialistas em direito internacional.
Diplomatas avaliam, no entanto, que qualquer resolução crítica aos EUA enfrenta dificuldades de avançar, já que o país é membro permanente do Conselho de Segurança e detém poder de veto. A expectativa é que a reunião resulte, ao menos, em um apelo pela redução das tensões e pela retomada do diálogo político.