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China retira embargo e volta a importar carne de frango do Brasil

A China anunciou nesta sexta-feira (7) a liberação das importações de carne de frango brasileira, encerrando um embargo que durou cinco meses e havia sido imposto após a confirmação de um foco isolado de gripe aviária no Rio Grande do Sul. A decisão foi comunicada oficialmente pela Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC), que destacou ter realizado uma nova análise de risco sanitário antes de autorizar o retorno dos embarques.

O bloqueio havia sido implementado em maio deste ano, após o registro do vírus da influenza aviária em uma granja comercial no município de Montenegro (RS). À época, a suspensão afetou todo o território brasileiro, mesmo após o país comprovar que o caso era pontual e estava sob controle.

Com a retomada, o Brasil volta a acessar seu principal mercado de carne de frango. A China é o maior importador do produto brasileiro, respondendo por cerca de 30% das vendas externas do setor. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as perdas durante o embargo chegaram a reduzir em até 15% as exportações mensais do país.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) comemorou a decisão e afirmou, em nota, que a medida é resultado de um “trabalho técnico e diplomático intenso” junto às autoridades chinesas e à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA). O governo brasileiro garante que mantém vigilância reforçada e protocolos rígidos para evitar novos episódios da doença.

Especialistas avaliam que a reabertura do mercado chinês deve impulsionar o setor avícola no último trimestre do ano e ajudar na recuperação dos preços internacionais da carne de frango. Além disso, o retorno das exportações tende a aliviar estoques internos e fortalecer o desempenho da balança comercial brasileira.

Apesar da retomada, a China poderá manter inspeções mais rigorosas nos primeiros embarques, e novas restrições não estão descartadas caso ocorram novos focos da doença. Ainda assim, o anúncio é visto como um alívio para a cadeia produtiva e uma vitória diplomática importante para o agronegócio brasileiro.

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