O estilista Valentino Garavani, fundador da grife Valentino, morreu nesta segunda (19) aos 93 anos, em Roma. A morte foi anunciada em um comunicado da Fundação Valentino Garavani e Giancarlo Giametti. Valentino Garavani consolidou-se como um dos nomes definitivos da alta-costura do século 20, sendo o responsável por cristalizar uma imagem de glamour romântico, feminino e luxuoso na moda global.
A importância de seu trabalho é destacada por publicações como “Harper’s Bazaar” e “W Magazine”, que creditam ao estilista a moldagem da percepção moderna de elegância italiana. Ele foi apelidado de “o último imperador” em um documentário de mesmo nome, lançado em 2008. A assinatura de Valentino tornou-se indissociável de tapetes vermelhos e casamentos da alta sociedade, definindo um padrão estético que perdura há décadas.
Nascido em Voghera, na Itália, em 1932, Valentino decidiu precocemente seguir a carreira de estilista, uma vocação despertada pelo impacto visual dos figurinos espetaculares dos filmes de Hollywood. Sua base técnica, no entanto, foi construída na França. Ao retornar a Roma em 1959, Valentino abriu seu estúdio na Via Condotti e, pouco depois, conheceu Giancarlo Giammetti, que se tornaria seu parceiro de negócios e de vida.
Juntos, estruturaram a maison cuja estreia oficial, ocorrida em 1962 no Palazzo Pitti, em Florença, fez a marca ser reconhecida imediatamente como sinônimo de luxo italiano, atraindo encomendas internacionais. Ele se formou na École des Beaux-Arts e na Chambre Syndicale de la Couture, em Paris, e o período como aprendiz nas casas de Jean Dessès e Guy Laroche foi fundamental para o desenvolvimento da precisão técnica que marcaria sua costura. A estética de Valentino é descrita pela imprensa especializada como ultra-feminina e teatral na medida exata, com códigos que incluem linhas limpas, uso de chiffon, laços, flores e o contraste entre preto e branco.