Todo Natal, ela aparece sem pedir licença e provoca discussões familiares: tira ou deixa a uva passa do arroz? A uva passa pode ser uma opção nutritiva para compor a alimentação, mas é preciso cautela — principalmente para quem tem diabetes tipo 2. Ela é uma fruta in natura desidratada, que perdeu grande parte da água e passou a ter a frutose e outros mais concentrados. Por esse motivo, apresenta alta densidade energética, oferecendo mais calorias em um volume menor quando comparada à uva fresca.
Por isso, organizar a porção é fundamental. Todas as frutas secas concentram mais açúcar (frutose) porque, quando a água evapora, os demais constituintes aumentam proporcionalmente. Dessa forma, o açúcar pode se tornar um problema para pessoas com diabetes.
Nesses casos, a recomendação é limitar o consumo a uma porção de uma colher de sopa, o equivalente a 15 unidades, em média. Além disso, recomenda-se que ela não seja consumida isoladamente, mas sempre junto com outros alimentos. E não basta consumir a uva passa junto com bastante água, porque esse efeito não é compensado.
“Comparativamente, você é capaz de consumir muito mais uva passa do que uva fresca. Uma unidade de uva passa corresponde a umas três ou quatro uvas frescas. Ninguém come cinco uvas passas, mas sim um punhado — e esse é o problema”, alerta o nutricionista, doutor em Clínica Médica e pesquisador da área de obesidade e diabetes Dennys Cintra.