O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (9) que o conflito envolvendo forças americanas, Israel e o Irã estaria “praticamente concluído”. A declaração foi dada durante conversa com jornalistas em Washington, após novos ataques contra instalações estratégicas iranianas.
Segundo Trump, as ofensivas conduzidas em conjunto com Israel teriam causado danos significativos à estrutura militar do Irã, atingindo bases de mísseis, centros de comando e instalações utilizadas na produção de drones. Na avaliação do presidente norte-americano, a capacidade de resposta iraniana foi severamente reduzida, o que indicaria uma possível aproximação do fim das hostilidades.
Poucas horas após a declaração, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, adotou um tom mais cauteloso e afirmou que as operações militares continuam. De acordo com o governo israelense, as forças do país seguem realizando ataques com o objetivo de enfraquecer ainda mais a infraestrutura militar iraniana e impedir novos lançamentos de mísseis contra território israelense.
Autoridades de Teerã, lideradas pelo aiatolá Ali Khamenei, também reagiram às declarações e reiteraram que o Irã continuará respondendo aos bombardeios, prometendo novas retaliações caso os ataques não cessem.
Nos últimos dias, o conflito tem sido marcado por lançamentos de mísseis, ataques aéreos e operações militares em diferentes pontos do Oriente Médio, ampliando a tensão regional e provocando reflexos no mercado internacional de energia.
Apesar do discurso mais otimista da Casa Branca, a posição do governo israelense indica que a ofensiva militar ainda está em curso, mantendo o cenário de incerteza sobre o desfecho do confronto.
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