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Trump cita eleição no Brasil para criticar sistema de votação em cidades democratas nos EUA

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Durante comício de campanha nesta segunda-feira (5), Donald Trump fez menção direta ao primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras para atacar os métodos de votação e contagem adotados em estados e cidades governados pelo Partido Democrata nos Estados Unidos. O discurso ocorre na reta final da disputa para as eleições legislativas de meio de mandato (midterms).

Trump elogiou a agilidade na apuração dos votos no Brasil, apontando que o resultado nacional foi divulgado poucas horas após o fechamento dos locais de votação, e utilizou o contraste com a apuração descentralizada norte-americana para renovar questionamentos sobre o sistema eleitoral dos EUA.

Os argumentos e o contraste com os EUA

No palanque, o republicano centrou fogo nas regras de contagem por correio e nos prazos estendidos de certificação adotados em diversas jurisdições americanas:

 Comparação com o modelo brasileiro: Trump destacou que uma nação de proporções continentais e com dezenas de milhões de eleitores conseguiu finalizar a contagem de votos em um único dia, questionando por que distritos e municípios norte-americanos levam dias ou semanas para concluir o mesmo processo.

 Ataque ao voto por correspondência: O ex-presidente voltou a classificar o modelo de cédulas enviadas pelo correio (mail-in ballots) como vulnerável e desnecessariamente demorado, defendendo a exigência de identificação com foto e a votação presencial obrigatória.

 Foco nas midterms: A estratégia busca mobilizar a base conservadora em distritos-chave, pressionando autoridades estaduais a endurecerem normas de fiscalização eleitoral antes da abertura das urnas americanas.

Repercussão e contexto institucional

Especialistas e analistas eleitorais nos Estados Unidos observam que as diferenças na velocidade de apuração decorrem de desenhos institucionais totalmente distintos: enquanto o Brasil adota um sistema eleitoral unificado e informatizado sob a autoridade de um tribunal nacional (TSE), o modelo norte-americano é historicamente descentralizado, com regras, legislações e tecnologias definidas de forma independente por cada um dos 50 estados e seus respectivos condados.

A declaração gerou reações entre lideranças democratas, que acusaram Trump de tentar semear desconfiança preventiva sobre a lisura do pleito legislativo caso os republicanos não alcancem os resultados esperados.

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