O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou países da OTAN de “covardes” nesta sexta-feira (20), ao criticar a recusa de membros da aliança em participar de uma ação militar no Oriente Médio, em meio à escalada do conflito envolvendo Irã, EUA e Israel.
A declaração ocorre após aliados europeus rejeitarem o envolvimento direto em uma operação para garantir a segurança no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Em publicações e declarações recentes, Trump afirmou que os países da aliança não estariam dispostos a agir, apesar de, segundo ele, serem impactados diretamente pela alta nos preços da energia.
O posicionamento expõe um novo momento de atrito entre Washington e parceiros históricos. Governos como os de Alemanha, França e Reino Unido têm defendido uma solução diplomática para a crise e evitado adesão a uma ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos fora do escopo formal da aliança.
A OTAN, por sua vez, mantém a posição de que não foi acionada oficialmente para uma operação conjunta, o que limita a participação direta de seus membros. A divergência evidencia uma divisão estratégica sobre o papel da organização diante de conflitos fora do território europeu.
No cenário internacional, a crise já pressiona os mercados e eleva preocupações com o abastecimento global de petróleo, diante da importância do Estreito de Ormuz para o fluxo energético mundial.
A fala de Trump amplia o desgaste diplomático entre os Estados Unidos e seus aliados e ocorre em um momento de intensificação da presença militar norte-americana no Oriente Médio. O episódio reforça o clima de incerteza sobre os próximos desdobramentos do conflito e o nível de coordenação entre os países ocidentais diante da escalada na região.