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Tornados com ventos de até 330 km/h devastam o Paraná e deixam mais de 800 feridos

O governo do Paraná e o Simepar confirmaram nesta segunda-feira (10) que três tornados atingiram o estado na noite da última sexta-feira (7), com ventos que chegaram a 330 km/h, a maior velocidade já registrada no estado e uma das mais intensas da história recente do Brasil.

O fenômeno mais violento ocorreu em Rio Bonito do Iguaçu, na região central, onde o tornado foi classificado como categoria F3 na Escala de Fujita. Segundo o Simepar, os ventos variaram entre 300 km/h e 330 km/h, destruindo quase toda a área urbana do município. Outros dois tornados foram confirmados em Guarapuava (no distrito de Entre Rios) e Turvo, com velocidades de 250 km/h e 200 km/h, respectivamente.

De acordo com a Defesa Civil do Paraná, o desastre deixou seis mortos e mais de 800 feridos, incluindo dez em estado grave. Estima-se que cerca de 10 mil moradores tenham sido afetados diretamente, o que representa mais de 70% da população de Rio Bonito do Iguaçu. Imagens aéreas mostram que 90% da cidade foi destruída, com casas arrasadas, postes e árvores arrancados e veículos lançados a grandes distâncias.

O governador Ratinho Júnior decretou estado de calamidade pública e sobrevoou as áreas atingidas. Ele classificou o episódio como “sem precedentes na história do Paraná” e determinou a liberação imediata de recursos para reconstrução. “Estamos mobilizando toda a estrutura do Estado para garantir abrigo, alimentos e assistência às famílias atingidas”, afirmou o governador.

Equipes da Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Samu e centenas de voluntários seguem trabalhando na busca por desaparecidos e na remoção de escombros. O Ministério da Saúde enviou a Força Nacional do SUS para reforçar o atendimento médico e psicológico das vítimas e apoiar a reativação das unidades de saúde danificadas.

O Simepar informou que o levantamento completo dos danos e o laudo técnico final sobre a velocidade dos ventos devem ser concluídos nos próximos dias. Segundo o órgão, a combinação de calor intenso, alta umidade e a passagem de uma frente fria criou as condições ideais para a formação de supercélulas, tempestades capazes de gerar tornados múltiplos e de extrema intensidade.

A tragédia coloca o Paraná entre os estados mais afetados por fenômenos meteorológicos severos neste ano e reacende o alerta sobre a frequência crescente de eventos climáticos extremos no país.

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