O número de mortos após o terremoto que atingiu a Colômbia subiu para 224 nesta terça-feira (11). Equipes de emergência continuam procurando sobreviventes entre prédios e casas destruídos, principalmente nas cidades de Cali e Pereira.
O tremor de magnitude 7,4 ocorreu na segunda-feira (10) e foi considerado um dos mais fortes registrados no país nas últimas décadas. O epicentro foi localizado na região oeste da Colômbia, alcançando importantes áreas urbanas e a zona cafeeira.
As autoridades alertam que o número de vítimas ainda pode aumentar, pois há pessoas desaparecidas e moradores possivelmente presos sob os escombros. Policiais, militares, bombeiros e voluntários trabalharam durante toda a madrugada com escavadeiras e ferramentas manuais.
Cali concentra maior número de vítimas
Cali, que possui aproximadamente 2,2 milhões de habitantes, está entre as cidades mais atingidas. Pelo menos 85 mortes foram confirmadas no município, onde dezenas de prédios desabaram ou ficaram inclinados.
Parte de um hospital também foi atingida. O desabamento de andares superiores obrigou a transferência de aproximadamente 600 pacientes para uma área improvisada na rua. Alguns setores afetados eram destinados ao atendimento pediátrico.
Moradores passaram a noite em praças, calçadas e outros espaços abertos por medo de novos desabamentos. Imóveis que continuam de pé estão sendo avaliados antes da liberação para o retorno das famílias.
Pereira registra destruição em diferentes bairros
Em Pereira, capital do departamento de Risaralda, pelo menos 66 pessoas morreram. Quarteirões inteiros ficaram cobertos por concreto, estruturas metálicas e partes de construções destruídas.
O aeroporto da cidade sofreu danos durante o tremor. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram partes do teto caindo enquanto passageiros tentavam se proteger.
As equipes concentram esforços em pontos onde cães farejadores e aparelhos de escuta identificaram possíveis sinais de sobreviventes. O acesso a algumas áreas está prejudicado por ruas bloqueadas e danos na rede elétrica.
Outras 13 mortes foram registradas em Chocó, região próxima ao epicentro. Há ainda vítimas contabilizadas em diferentes localidades atingidas pelo terremoto.
Governo envia reforços e cidades adotam toque de recolher
O governo colombiano anunciou o envio de mil integrantes das forças de segurança para Cali. O reforço será empregado na proteção das áreas evacuadas, no apoio aos resgates e na prevenção de saques.
Cali e Pereira adotaram toque de recolher durante a noite. As restrições devem continuar enquanto os trabalhos de emergência estiverem em andamento e parte das cidades permanecer sem serviços essenciais.
Hospitais receberam pacientes com fraturas, cortes, queimaduras e problemas respiratórios provocados pela poeira dos desabamentos. As autoridades pediram doações de sangue, água, alimentos, medicamentos e materiais de primeiros socorros.
Risco de novas réplicas
A população foi orientada a permanecer distante de construções danificadas. Réplicas podem derrubar estruturas que ficaram fragilizadas pelo primeiro tremor.
Também existem riscos de deslizamentos e bloqueios em estradas, especialmente nas áreas montanhosas. Equipes técnicas acompanham barragens, pontes e encostas para identificar possíveis danos.
O terremoto desta segunda-feira é comparado ao desastre de 1999, que atingiu a mesma região cafeeira e matou mais de mil pessoas. O balanço atual continua sendo atualizado à medida que as equipes alcançam as áreas mais afetadas.