A Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou nesta segunda-feira (25) os números do surto de Ebola que atinge a República Democrática do Congo e Uganda. Segundo o balanço mais recente, a epidemia já soma 904 casos suspeitos, além de 101 casos confirmados laboratorialmente e 220 mortes suspeitas relacionadas à doença.
O epicentro do surto permanece concentrado no leste do Congo, principalmente nas províncias de Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul. A OMS classificou a situação como emergência de saúde pública de importância internacional devido ao risco de disseminação para outros países da região africana.
Em Uganda, o Ministério da Saúde confirmou nesta mais dois casos da doença em profissionais da saúde que atuavam em uma clínica privada de Kampala. Com a atualização, o país passou a contabilizar sete casos confirmados de Ebola.
As autoridades ugandesas reforçaram medidas de vigilância em aeroportos e fronteiras, além do rastreamento de pessoas que tiveram contato com infectados. O presidente Yoweri Museveni também orientou a população a evitar apertos de mão e grandes aglomerações enquanto o governo tenta conter o avanço do vírus.
A OMS informou que o atual surto está ligado à variante Bundibugyo do Ebola, considerada rara e sem vacina aprovada até o momento. O diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a epidemia preocupa pela velocidade de disseminação e pelas dificuldades de acesso às áreas afetadas.
Dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) indicam que o Congo concentra praticamente todos os casos suspeitos registrados até agora. O país também contabiliza 10 mortes confirmadas laboratorialmente.
Especialistas apontam que conflitos armados, deslocamentos populacionais e dificuldades no diagnóstico precoce contribuíram para a rápida propagação da doença na região central da África.