O Ministério das Comunicações destacou nesta segunda-feira (22) o avanço da Internet das Coisas no Brasil, tecnologia que já impacta áreas como agronegócio, saúde, indústria, logística e cidades inteligentes.
A transformação digital no país já não passa apenas por celulares, computadores e aplicativos. Cada vez mais, sensores, máquinas, veículos, equipamentos médicos e sistemas urbanos estão conectados à internet para coletar dados, enviar informações e automatizar serviços.
Esse avanço é conhecido como Internet das Coisas, ou IoT. A tecnologia permite que objetos físicos se comuniquem com sistemas digitais, ajudando empresas, governos e cidadãos a tomar decisões mais rápidas e precisas.
Na prática, a IoT já aparece em diferentes áreas da rotina. No campo, sensores podem monitorar lavouras, acompanhar a umidade do solo e ajudar produtores a usar melhor água, máquinas e insumos. Nas cidades, equipamentos conectados podem auxiliar no controle do trânsito, na iluminação pública, na segurança e na coleta de lixo.
Na saúde, a tecnologia permite o acompanhamento remoto de pacientes e o envio de dados em tempo real para equipes médicas. Um dos exemplos citados pelo Ministério das Comunicações é o uso de conectividade para viabilizar cirurgia robótica a distância entre unidades do Hospital de Amor, em Barretos (SP), e Porto Velho (RO).
A indústria também está entre os setores mais impactados. Sensores instalados em máquinas podem indicar desgaste de peças, prever falhas e evitar paradas inesperadas na produção. Na logística, rastreadores conectados ajudam a monitorar cargas, calcular rotas e reduzir atrasos.
O crescimento da Internet das Coisas no país está ligado à expansão das redes de telecomunicações. Segundo o Ministério das Comunicações, tecnologias como 4G, 5G, fibra óptica e conexão via satélite são fundamentais para ampliar o uso de dispositivos inteligentes.
Atualmente, o 5G já está presente em mais de 1,5 mil municípios brasileiros. A expectativa é que cerca de 80% da população do país esteja coberta pela tecnologia até o fim de 2026.
O avanço também acompanha o Plano Nacional de Internet das Coisas, lançado em 2019. A iniciativa definiu como áreas prioritárias saúde, agronegócio, cidades inteligentes e indústria, setores considerados estratégicos para aumentar produtividade e melhorar serviços.
De acordo com a Anatel, a Internet das Coisas e as comunicações máquina a máquina somam cerca de 30 milhões de acessos no Brasil, o que representa aproximadamente 11% do total de acessos de telefonia móvel.
Apesar do crescimento, o setor ainda tem desafios pela frente. A ampliação da infraestrutura digital, a chegada da conectividade a áreas rurais e a definição de regras para novos modelos de negócio devem ser pontos importantes para o avanço da tecnologia nos próximos anos.