PUBLICIDADE

PUBLICIDADE

Seca histórica atinge Cantareira e ameaça abastecimento de São Paulo

Introdução

O Sistema Cantareira, principal reservatório de água da Região Metropolitana de São Paulo, registra seu volume mais baixo desde a crise hídrica de 2014. A escassez de chuvas na bacia hidrográfica, com acumulado inferior a 900 milímetros no último ano – o menor em uma década –, coloca em risco o abastecimento de aproximadamente 8 milhões de pessoas. Uma análise encomendada ao Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) projeta cenários preocupantes para os próximos meses, indicando restrições inevitáveis na distribuição, mesmo nas previsões mais otimistas.

Desenvolvimento

A situação atual reflete uma das estações secas mais severas dos últimos dez anos no Sudeste, superando em intensidade o período crítico de 2014 e 2015. O volume útil do reservatório encontra-se em torno de 19%, patamar que aciona protocolos operacionais para redução da retirada de água. Quando os níveis ficam abaixo de 30%, como ocorre agora, o sistema opera com capacidade reduzida para manter a demanda, e um agravamento pode cortar pela metade o volume normalmente distribuído à população.

Pesquisadores do Cemaden desenvolveram projeções baseadas em três cenários pluviométricos para 2026: chuva dentro da média histórica, 25% abaixo da média e 50% abaixo da média. A média histórica é calculada com base em mais de uma década de observações na região. Em todos os cenários modelados, a capital paulista e os municípios atendidos enfrentarão dificuldades para manter o abastecimento regular.

O conjunto Cantareira, formado por sete reservatórios interligados, é vital para o estado. A estiagem prolongada causou um efeito em cascata, esvaziando progressivamente as represas. Na ausência de recuperação significativa das chuvas, milhões de pessoas dependentes do sistema podem reviver uma crise de magnitude similar à de 2014. O contexto atual exige gestão cautelosa dos recursos hídricos remanescentes.

Conclusão

Os dados analíticos revelam que o abastecimento de água na maior metrópole do país entrará em uma fase crítica em 2026, independentemente do comportamento das chuvas. A segurança hídrica para São Paulo depende de ações imediatas de contenção de consumo e de investimentos em infraestrutura. O cenário demanda planejamento robusto das autoridades e conscientização da população para mitigar os impactos de uma nova crise hídrica histórica.

Leia mais

PUBLICIDADE