A valorização do salário mínimo e a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda devem injetar cerca de R$110 bilhões na economia brasileira em 2026, segundo estimativa do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. A projeção foi apresentada nesta quarta-feira (7), durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, exibido pelo CanalGov.
De acordo com Marinho, o salário mínimo, em vigor desde 1º de janeiro, foi reajustado para R$1.621, o que representa um aumento de 6,7%. O reajuste beneficia trabalhadores formais, aposentados, pensionistas e beneficiários de programas sociais vinculados ao piso nacional, ampliando o poder de compra e estimulando o consumo.
Segundo o ministro, a política de valorização do salário mínimo responde pela maior parte do impacto econômico estimado para o ano, ao ampliar a renda disponível das famílias e movimentar a economia, especialmente em municípios onde os rendimentos atrelados ao piso têm peso relevante.
Outro ponto destacado foi a isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda mensal de até R$5 mil, além da redução gradual da tributação para faixas salariais superiores. A medida, afirmou Marinho, aumenta o rendimento líquido dos trabalhadores e contribui para aquecer setores como comércio e serviços.
Durante a entrevista, o ministro também abordou o debate sobre a jornada de trabalho e voltou a defender o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos com apenas um dia de descanso. Segundo Marinho, esse formato compromete a qualidade de vida e precisa ser revisto.
Ao tratar de propostas alternativas, o ministro descartou a adoção da escala 4×3, afirmando que essa não é a discussão em curso no governo. De acordo com ele, o foco está na construção de soluções viáveis, por meio do diálogo com empregadores e centrais sindicais, respeitando as particularidades de cada setor da economia.
Marinho afirmou ainda que o conjunto das medidas debatidas tende a fortalecer o mercado interno ao longo de 2026, com reflexos no consumo, na geração de empregos e no crescimento da economia.