A tensão geopolítica em torno da Venezuela ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (17), quando a Rússia alertou que a escalada do conflito pode ter efeitos imprevisíveis na região. O comunicado foi divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores russo, em meio a um bloqueio militar e econômico imposto pelos Estados Unidos a navios venezuelanos.
O porta-voz russo ressaltou que erros de cálculo podem agravar ainda mais a situação, reforçando o apoio de Moscou ao governo de Nicolás Maduro e à soberania venezuelana. Em declarações recentes, o presidente Vladimir Putin reafirmou a solidariedade a Caracas e destacou a parceria estratégica entre os dois países.
Nos Estados Unidos, a Casa Branca anunciou um bloqueio “total e completo” de navios petroleiros sancionados, afirmando que a Venezuela está “totalmente cercada”. A medida visa pressionar o governo Maduro e reduzir sua base econômica.
A reação internacional foi imediata: países do bloco ALBA, como Cuba e Nicarágua, criticaram a ação americana como uma tentativa de interferência externa. Líderes europeus, incluindo o governo da Alemanha, pediram cautela e respeito ao direito internacional, temendo que o conflito se intensifique.
Enquanto isso, Maduro manteve sua posição de defesa da soberania, ressaltando o diálogo permanente com Moscou e a cooperação militar e diplomática como forma de resistir à pressão externa.
Especialistas apontam que a Venezuela se tornou um ponto sensível na rivalidade entre Estados Unidos e Rússia, lembrando que conflitos indiretos ou mal calculados podem ampliar a crise e gerar impactos políticos, econômicos e militares difíceis de prever.