O programa Escolas Conectadas alcançou, em 2025, 68,4% das instituições públicas de ensino com acesso à internet, consolidando um avanço significativo na política de conectividade educacional no país. Ao todo, mais de 94 mil escolas já estão conectadas, de um universo aproximado de 138 mil unidades, segundo dados divulgados pelo governo federal.
Somente ao longo de 2025, 22,8 mil escolas públicas passaram a contar com acesso à internet, resultado de ações coordenadas pelos ministérios das Comunicações e da Educação (MEC). A iniciativa integra a estratégia do governo de universalizar a conectividade nas escolas públicas até 2026.
A expansão do programa é viabilizada, principalmente, por recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e pela atuação da Entidade Administradora da Conectividade de Escolas (Eace). A prioridade tem sido a implantação de fibra óptica onde há infraestrutura disponível, enquanto regiões remotas são atendidas por tecnologia via satélite, garantindo cobertura em áreas urbanas e rurais.
O investimento total previsto para o Escolas Conectadas é de cerca de R$9 bilhões, dos quais R$6,5 bilhões fazem parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Desde o lançamento da iniciativa, em setembro de 2023, mais de R$3 bilhões já foram aplicados.
Entre os estados com maior percentual de escolas conectadas estão Paraná (83,6%), Piauí (81,4%) e Goiás (81,3%), indicando avanço consistente em diferentes regiões do país. Além da infraestrutura, o programa também prevê ações voltadas ao uso pedagógico das tecnologias digitais, incluindo apoio à formação de professores e ampliação do acesso a plataformas educacionais.
Para acelerar o cumprimento da meta de universalização, o governo lançou, em dezembro de 2025, a segunda seleção pública do BNDES Fust Escolas Conectadas, com R$53,3 milhões em recursos não reembolsáveis. A iniciativa prevê a conexão de 1.258 escolas públicas, principalmente nas regiões Norte e Nordeste, beneficiando cerca de 410 mil estudantes.