Introdução
Após um carro com um casal idoso ser arrastado por uma enxurrada na Avenida Carlos Caldeira Filho, na Zona Sul de São Paulo, na sexta-feira (16), a Prefeitura instalou blocos de concreto e guarda-corpo no local na madrugada do sábado (17). A medida foi tomada como uma ação emergencial de proteção, após o desaparecimento de Marcos da Mata Ribeiro, de 68 anos, e Maria Deusdete da Mata Ribeiro, de 67 anos. O corpo do homem foi encontrado no sábado no Rio Pinheiros, enquanto as buscas pela mulher foram retomadas nesta segunda-feira (19).
Desenvolvimento
O incidente ocorreu durante a forte chuva que atingiu a capital paulista, quando o casal voltava para casa e ficou preso no veículo. Um vídeo obtido pela TV Globo registra o momento em que o carro branco desaparece nas águas, na altura do número 385 da avenida, mostrando o veículo quase submerso e uma das portas abertas. Testemunhas relataram ter visto Maria Deusdete na beirada do carro momentos antes do desaparecimento total.
De acordo com a Subprefeitura Campo Limpo, a área da margem do córrego na Avenida Carlos Caldeira Filho já havia recebido a instalação de guarda-corpo em 2024. No entanto, a administração local afirma que a estrutura foi posteriormente vandalizada e furtada, deixando o trecho desprotegido. A instalação dos novos blocos de concreto foi realizada de forma emergencial, em resposta direta ao acidente.
Moradores da região criticaram a demora na tomada de providências, afirmando que a instalação dos blocos foi feita às pressas e apenas após a tragédia. Eles acreditam que a gestão municipal poderia ter evitado o desaparecimento do casal com itens de proteção viária prévia, pois sem a delimitação adequada do trecho, motoristas e pedestres não conseguem identificar os limites da via durante as chuvas intensas.
O Corpo de Bombeiros retomou as buscas por Maria Deusdete nesta segunda-feira, concentrando os trabalhos no trecho entre a Avenida Carlos Caldeira Filho e a Avenida Giovanni Gronchi. O corpo de Marcos foi localizado nas proximidades do Parque Burle Marx, a aproximadamente um quilômetro do local onde o casal foi visto pela última vez. As operações de busca continuam com equipes especializadas em resgate aquático.
Conclusão
A tragédia expõe a vulnerabilidade de pontos críticos da cidade durante eventos climáticos extremos, levantando questões sobre a manutenção preventiva de estruturas de proteção. A Subprefeitura mantém que a medida com os blocos de concreto é temporária e emergencial, enquanto estuda uma solução definitiva para o local. O caso reforça a necessidade de revisão contínua das áreas de risco na malha viária paulistana, especialmente em períodos de chuvas intensas.
As investigações sobre as circunstâncias do desaparecimento continuam, assim como as buscas pela idosa. A Prefeitura de São Paulo não divulgou um prazo para a implementação de uma solução permanente de proteção no trecho, limitando-se a afirmar que os blocos instalados cumprem função de barreira física imediata. Familiares do casal aguardam notícias enquanto as equipes de resgate prosseguem com os trabalhos na região.