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Polícia Federal investiga rede de postos usada para lavar dinheiro do jogo do bicho

Na manhã desta quarta-feira (6), a Polícia Federal avançou nas investigações sobre um esquema que utilizava postos de combustíveis para lavar dinheiro oriundo do jogo do bicho. A apuração ocorre sob sigilo judicial, e os nomes dos envolvidos ainda não foram divulgados oficialmente pelas autoridades.

De acordo com fontes ligadas ao caso, o grupo investigado teria estruturado empresas em nome de laranjas para movimentar grandes quantias em espécie, mascarando a origem ilícita dos valores por meio de operações comerciais aparentemente regulares. A suspeita é de que o faturamento declarado pelos estabelecimentos não corresponda ao volume financeiro efetivamente movimentado.

O uso de postos de combustíveis como ferramenta para lavagem de dinheiro não é novidade no país. A Operação Lava Jato teve origem justamente a partir de um esquema semelhante, envolvendo o doleiro Carlos Habib Chater.

O jogo do bicho, apesar de proibido por lei, segue operando de forma estruturada em diversas regiões do Brasil e frequentemente aparece associado a crimes como lavagem de dinheiro e organização criminosa. Em investigações anteriores, nomes como Bernardo Bello já foram apontados por autoridades por envolvimento em esquemas financeiros ilegais, embora sem ligação confirmada com a apuração atual.

A Polícia Federal já obteve autorização judicial para medidas como quebra de sigilo bancário e fiscal, além do cumprimento de mandados de busca e apreensão. A expectativa é de que, com o avanço das investigações, novos detalhes sejam divulgados, incluindo a possível identificação dos responsáveis pelo esquema.

O caso reforça o alerta sobre a presença do crime organizado em setores da economia formal, especialmente em atividades com grande circulação de dinheiro em espécie, o que dificulta o rastreamento e amplia os desafios das autoridades no combate às finanças ilícitas.

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