A Procuradoria-Geral da República pediu ao Supremo Tribunal Federal o arquivamento do procedimento aberto após Daniel Vorcaro relatar supostas ameaças e intimidações. O parecer foi divulgado nesta quinta-feira (3) e assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Segundo Gonet, o ex-banqueiro não apresentou fatos concretos nem elementos mínimos que justificassem a abertura de uma nova investigação. A manifestação foi encaminhada ao ministro André Mendonça, responsável por analisar o caso no STF.
Vorcaro prestou depoimento a um juiz auxiliar do gabinete de Mendonça após um pedido de sua defesa. Os advogados alegaram que o ex-controlador do Banco Master estaria sofrendo ameaças relacionadas às tentativas de firmar um acordo de delação premiada.
Durante o depoimento, Vorcaro afirmou que vinha sendo pressionado a não fornecer informações contra o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Também declarou que a PF teria rejeitado sua colaboração para proteger integrantes da corporação.
As afirmações não foram acompanhadas de provas consideradas suficientes pela PGR. No parecer, Gonet avaliou que o relato não trouxe informações novas capazes de sustentar outras providências investigativas.
A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República já recusaram duas propostas de delação apresentadas pela defesa. Os investigadores entenderam que Vorcaro não ofereceu informações inéditas nem assumiu participação nos crimes apurados.
O ex-banqueiro é investigado no caso envolvendo o Banco Master e uma negociação bilionária de carteiras de crédito com o Banco de Brasília. Vorcaro nega a prática de fraudes e afirma que o negócio seria benéfico para o sistema financeiro.
O pedido da PGR ainda será analisado por André Mendonça. Cabe ao ministro decidir se arquiva o procedimento ou determina novas providências.