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PF investiga aplicação de R$ 970 milhões do Rioprevidência em ativos do Banco Master

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (23), a Operação Barco de Papel, que apura suspeitas de irregularidades em investimentos realizados pelo Rioprevidência, fundo responsável pela gestão dos recursos de aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro. No centro da investigação está a aplicação de cerca de R$970 milhões em ativos e Letras Financeiras do Banco Master.

De acordo com a PF, os valores foram investidos entre novembro de 2023 e julho de 2024, em operações consideradas atípicas e possivelmente incompatíveis com o perfil de risco exigido para fundos previdenciários. A investigação busca esclarecer se as decisões causaram prejuízo ao patrimônio da autarquia e se houve descumprimento de normas do sistema financeiro.

A operação cumpriu mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, incluindo endereços ligados à atual e a ex-gestores do Rioprevidência. As medidas foram autorizadas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

As apurações tiveram início após alertas de órgãos de controle, que apontaram indícios de irregularidades nas aplicações e questionaram a concentração de recursos em ativos ligados ao Banco Master. O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) chegou a impor restrições às operações da autarquia com a instituição financeira.

A Polícia Federal apura possíveis crimes contra o sistema financeiro nacional, como gestão fraudulenta, desvio de recursos públicos e associação criminosa. Até o momento, não há registro de prisões.

Em nota, o Rioprevidência afirmou que os pagamentos de aposentadorias e pensões estão garantidos e que colabora com as investigações. O Banco Master ainda não se manifestou oficialmente sobre o caso.

As investigações continuam, e a Polícia Federal não descarta novos desdobramentos.

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