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PF apura desvio de R$ 1,46 milhão destinado à saúde no RS

Uma operação da Polícia Federal e do Ministério Público investiga o desvio de aproximadamente R$ 1,46 milhão destinado à compra de medicamentos e materiais de saúde em Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul. A ação foi deflagrada nesta segunda-feira (13) e tem como principal alvo uma ex-secretária municipal da Fazenda.

A suspeita é de que documentos públicos tenham sido adulterados para transferir recursos da prefeitura a empresas ligadas à investigada. As irregularidades teriam ocorrido entre 2023 e 2026.

Durante o cumprimento das medidas judiciais, os agentes realizaram uma busca na residência da ex-secretária. Dois veículos foram apreendidos, um imóvel sofreu restrição e valores associados à investigada foram bloqueados.

Dinheiro deveria financiar medicamentos

A investigação aponta que os registros municipais mantinham os nomes dos fornecedores originalmente contratados, mas os dados utilizados na realização dos pagamentos teriam sido modificados.

Com a alteração, o dinheiro público que deveria pagar medicamentos e outros materiais da rede municipal de saúde seria enviado para contas de empresas vinculadas à ex-secretária.

Notas fiscais falsas ou adulteradas também teriam sido incluídas nos processos administrativos para encobrir as transferências e dificultar a identificação dos destinatários dos recursos.

As suspeitas surgiram depois que servidores da atual administração encontraram documentos que não estavam arquivados conforme os procedimentos habituais da prefeitura. A análise do material revelou possíveis irregularidades em empenhos, liquidações e pagamentos.

Empresas receberam R$ 1,46 milhão

Uma das empresas investigadas teria recebido cerca de R$ 925 mil entre 2025 e 2026. Uma segunda empresa recebeu aproximadamente R$ 535 mil em 2023.

Somados, os repasses chegam a R$ 1,46 milhão. Os recursos estavam relacionados à aquisição de medicamentos e materiais utilizados pela Secretaria Municipal de Saúde.

O bloqueio de valores e as restrições patrimoniais buscam preservar os bens para um possível ressarcimento aos cofres públicos, caso as irregularidades sejam confirmadas.

Crimes investigados

A ex-secretária é investigada por suspeita de peculato, falsidade ideológica, uso de documento falso, supressão de documento e fraude em contratação pública.

A apuração permanece em andamento. As medidas cumpridas nesta segunda-feira são cautelares e não representam condenação.

Até a publicação desta matéria, a defesa da investigada e a Prefeitura de Pinheiro Machado não haviam se manifestado. O espaço permanece aberto para posicionamento.

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