Os preços do petróleo avançaram com força nesta quinta-feira (19), em meio à escalada de ataques a instalações energéticas no Oriente Médio, intensificando as tensões entre Irã e Israel e elevando o temor de interrupções no fornecimento global.
O barril do tipo Brent crude oil, referência internacional, atingiu cerca de US$ 119 (aproximadamente R$ 595), renovando máximas recentes diante do aumento do risco geopolítico. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos Estados Unidos, avançou para próximo de US$ 100 (aproximadamente R$ 500) por barril.
A alta foi impulsionada após ataques direcionados a estruturas estratégicas de energia na região do Golfo, incluindo áreas próximas a grandes polos produtores. Entre os países afetados estão Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, todos relevantes para a cadeia global de petróleo e gás.
O mercado reage ao risco de que novos ataques atinjam refinarias, terminais de exportação e rotas marítimas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa da produção mundial. Qualquer interrupção nesses fluxos pode gerar impacto imediato nos preços internacionais.
Além do petróleo, o gás natural também registra valorização, especialmente na Europa, refletindo o aumento da aversão ao risco nos mercados globais. Bolsas internacionais operam em queda, enquanto investidores buscam ativos considerados mais seguros.
Analistas avaliam que, caso a escalada militar persista, o choque nos preços da energia pode pressionar a inflação global e dificultar o trabalho de bancos centrais, que ainda monitoram os efeitos de ciclos recentes de aperto monetário.
Com o cenário ainda instável, agentes do mercado acompanham de perto os desdobramentos no Oriente Médio, atentos à possibilidade de novos episódios que possam comprometer ainda mais a oferta global de energia.