O passaporte da modelo Eliza Samudio, desaparecida desde 2010, foi encontrado em Portugal no fim de 2025 e entregue oficialmente às autoridades brasileiras, reacendendo a atenção sobre um dos casos criminais mais emblemáticos do país.
O documento foi localizado em um apartamento em Lisboa, durante a organização do imóvel por um morador, que identificou o nome e a fotografia de Eliza e comunicou o achado às autoridades. O passaporte estava guardado entre livros e em bom estado de conservação, com todas as páginas preservadas.
Segundo informações confirmadas pelo Consulado-Geral do Brasil em Lisboa, o documento foi recebido e encaminhado ao Itamaraty, em Brasília, que agora avalia os próximos procedimentos. O passaporte foi emitido em 2006 e possui registro de entrada em Portugal em 2007, sem indicação de saída posterior.
A descoberta gerou repercussão imediata. Arlie Moura, irmão de Eliza, afirmou que os dados presentes no documento, como nome completo, filiação e data de nascimento, são compatíveis com os da modelo. Ele destacou, no entanto, que o achado não altera as conclusões judiciais do caso e que é necessário aguardar a análise oficial das autoridades.
Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010 e teve sua morte reconhecida pela Justiça brasileira após investigações apontarem que foi vítima de homicídio. O ex-goleiro Bruno Fernandes foi condenado pelo crime, embora o corpo da modelo nunca tenha sido encontrado.
O reaparecimento do passaporte, mais de 15 anos após o desaparecimento, não reabre formalmente o processo, mas reforça o interesse público e levanta questionamentos sobre como o documento foi parar em Portugal e por que permaneceu desconhecido por tanto tempo.