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Paquistão realiza ataques no Afeganistão e eleva tensão militar na fronteira

Armed Taliban security personnel operating an anti-aircraft gun watch the sky for Pakistani airstrikes during ongoing clashes between Taliban security personnel and Pakistani border forces in the Spin Boldak district of Kandahar Province on October 15,2025. Dozens were killed in a fresh round of border skirmishes on October 15 between Pakistan and Afghanistan, as both sides blamed each other for targeting civilians in clashes that entered their second week. (Photo by Sanaullah SEIAM / AFP)

O Paquistão realizou ataques aéreos contra alvos no Afeganistão na sexta-feira (27), intensificando a crise militar entre os dois países e ampliando a instabilidade na região da fronteira.

De acordo com o ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, a ofensiva foi uma resposta a ataques recentes atribuídos a grupos insurgentes que, segundo Islamabad, estariam utilizando território afegão como base de operações. O governo paquistanês afirma que os bombardeios tiveram como alvo posições ligadas ao Talibã.

Autoridades locais relataram explosões em áreas próximas à capital Cabul e em províncias do leste afegão. O governo do Afeganistão condenou a ação e classificou a operação como violação de soberania, além de apontar possíveis vítimas civis, informação que não foi confirmada de forma independente.

A escalada ocorre após semanas de aumento de confrontos ao longo da Linha Durand, região historicamente marcada por disputas territoriais e presença de grupos armados. O Paquistão acusa o governo afegão de não conter militantes responsáveis por ataques contra forças de segurança paquistanesas, enquanto Cabul nega as acusações e responsabiliza as operações militares do país vizinho pelo agravamento da tensão.

A Organização das Nações Unidas manifestou preocupação com a situação e pediu contenção imediata para evitar a ampliação do conflito. Países como China, Rússia e Irã também defenderam a retomada do diálogo diplomático.

Especialistas em relações internacionais avaliam que a intensificação das operações militares aumenta o risco de novos confrontos e pode gerar impactos humanitários nas áreas fronteiriças, além de ampliar a instabilidade geopolítica no sul da Ásia.

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