Palmeiras e Estudiantes de La Plata disputarão o título da Copa Libertadores de 2026. A final será realizada em jogo único no dia 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. A Conmebol ainda não confirmou o horário da partida.
A decisão colocará frente a frente dois clubes que somam sete conquistas do principal torneio da América do Sul. O Palmeiras busca o tetracampeonato depois de levantar a taça em 1999, 2020 e 2021. O Estudiantes tenta alcançar o quinto título, após as conquistas de 1968, 1969, 1970 e 2009.
O confronto também marca o reencontro dos finalistas da Libertadores de 1968. Naquela temporada, as equipes disputaram três partidas pelo título, em um regulamento que considerava os pontos conquistados e previa um jogo de desempate caso houvesse igualdade.
O Estudiantes venceu o primeiro confronto por 2 a 1, em La Plata. No jogo seguinte, o Palmeiras ganhou por 3 a 1 no Pacaembu, com dois gols de Tupãzinho e um de Rinaldo. Como cada equipe havia conseguido uma vitória, a definição ocorreu em campo neutro.
A terceira partida foi disputada justamente no Estádio Centenário. O time argentino venceu por 2 a 0, com gols de Felipe Ribaudo e Juan Ramón Verón, e conquistou o primeiro título continental de sua história. Cerca de 55 mil pessoas acompanharam a decisão realizada em 16 de maio de 1968.
Passados 58 anos, as equipes retornam ao mesmo palco para uma nova disputa pela taça. Desta vez, não haverá jogos de ida e volta. O campeão será conhecido após uma única partida na capital uruguaia.
O Palmeiras chega à decisão depois de uma campanha marcada por confrontos equilibrados. A equipe de Abel Ferreira terminou a fase de grupos na segunda posição do Grupo F, com 11 pontos, três vitórias, dois empates e uma derrota. O time marcou dez gols e sofreu cinco durante as seis rodadas.
Nas oitavas de final, o clube paulista eliminou o Cerro Porteño. Nas quartas, superou a LDU e avançou para enfrentar o Fluminense em uma semifinal brasileira.
O Palmeiras venceu o primeiro jogo da semifinal por 2 a 1, no Maracanã, mas foi derrotado por 1 a 0 na partida de volta, disputada no Nubank Parque. O gol de Hércules igualou o placar agregado em 2 a 2 e levou a definição para os pênaltis.
Nas cobranças, Maurício, Gustavo Gómez, Ramón Sosa, Piquerez e Marlon Freitas converteram para o Palmeiras. O goleiro Carlos Miguel defendeu a finalização de Nonato e garantiu a vitória por 5 a 3, colocando o clube na segunda decisão consecutiva da Libertadores.
A classificação também levou o Palmeiras à oitava final de sua história, ampliando o recorde entre os clubes brasileiros. O time havia disputado as decisões de 1961, 1968, 1999, 2000, 2020, 2021 e 2025.
Do outro lado, o Estudiantes enfrentou uma sequência de adversários tradicionais durante o mata-mata. Os argentinos eliminaram a Universidad Católica nas oitavas de final, passaram pelo Corinthians nas quartas e derrubaram o Flamengo na semifinal.
A vaga foi confirmada na noite de quinta-feira (22), no Maracanã. Depois de empatar por 0 a 0 em La Plata, o Estudiantes voltou a segurar o Flamengo sem gols no Rio de Janeiro, apesar de atuar com um jogador a menos durante grande parte do segundo tempo.
Nos pênaltis, o goleiro Fernando Muslera foi o protagonista. O uruguaio defendeu as cobranças de Jorginho, Lucas Paquetá e Bruno Henrique, e o Estudiantes venceu por 3 a 2. A atuação colocou o experiente jogador como uma das principais referências da campanha argentina.
A final terá um significado especial para o Estudiantes. Além de retornar ao estádio onde conquistou sua primeira Libertadores, o clube poderá encerrar um intervalo de 17 anos sem levantar o troféu continental. O último título foi conquistado em 2009, com uma virada sobre o Cruzeiro no Mineirão.
Para o Palmeiras, a decisão representa a oportunidade de conquistar a quarta taça e se aproximar dos maiores campeões da competição. O Independiente lidera a lista histórica, com sete títulos, seguido por Boca Juniors, com seis, e Peñarol, com cinco. River Plate e Estudiantes aparecem com quatro conquistas.
A partida ainda poderá romper o equilíbrio entre Brasil e Argentina no total de títulos da Libertadores. Os clubes dos dois países somam 25 conquistas cada. Assim, o vencedor colocará sua nação isoladamente na liderança histórica do torneio.
Os brasileiros também defendem uma sequência de sete títulos consecutivos na competição. O domínio começou com o Flamengo em 2019 e permaneceu nas temporadas seguintes, período em que Palmeiras, Flamengo, Fluminense e Botafogo levantaram a taça.
Além da importância esportiva, a final envolve uma premiação milionária. O campeão receberá US$ 25 milhões, aproximadamente R$ 126 milhões, enquanto o vice ficará com US$ 7 milhões, cerca de R$ 35 milhões.
Até chegar à decisão, o Palmeiras acumulou aproximadamente US$ 9,27 milhões em pagamentos da Conmebol. O Estudiantes recebeu US$ 9,61 milhões, beneficiado pelo maior número de vitórias na fase de grupos. Os valores destinados ao campeão ou ao vice serão acrescentados a essas quantias.
Caso conquiste o título, o Palmeiras poderá encerrar a participação com mais de R$ 170 milhões em premiações na Libertadores. O resultado ficaria acima da projeção estabelecida pelo clube para a temporada.
A conquista continental também deverá garantir ao vencedor uma vaga no Mundial de Clubes de 2029, caso sejam mantidos os critérios de classificação usados pela Fifa no ciclo anterior. O Palmeiras disputaria o torneio pela segunda vez, enquanto o Estudiantes poderia participar pela primeira vez.
O Centenário receberá mais uma decisão depois de ter sido escolhido como sede da final única de 2026. Inaugurado em 1930 e com capacidade superior a 60 mil torcedores, o estádio é um dos principais símbolos do futebol sul-americano e já recebeu mais finais da Libertadores do que qualquer outra arena.
A Conmebol ainda divulgará informações sobre horário, divisão dos setores, preços dos ingressos e logística destinada às torcidas. Palmeiras e Estudiantes terão pouco mais de um mês para se preparar para o confronto que definirá o campeão da América.