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OMS declara emergência internacional após avanço de surto de Ebola em Uganda

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou emergência de saúde pública de importância internacional após o avanço do surto de Ebola registrado em Uganda e na República Democrática do Congo. O alerta foi elevado neste domingo (17), em meio ao aumento de casos suspeitos, mortes sob investigação e preocupação com a propagação da doença em regiões de fronteira na África Central.

Segundo balanço atualizado divulgado pelas autoridades sanitárias, o surto já ultrapassa 300 casos suspeitos e soma ao menos 80 mortes em investigação. A maior concentração dos registros ocorre na província de Ituri, no leste congolês, área marcada por conflitos armados e intensa circulação populacional, cenário que dificulta o rastreamento de contatos e o isolamento de pacientes.

Em Uganda, o Ministério da Saúde confirmou casos ligados a pessoas que atravessaram a fronteira vindas do Congo. O governo ugandense reforçou protocolos de monitoramento em aeroportos, hospitais e postos fronteiriços após a confirmação da primeira morte relacionada ao vírus no país.

A principal preocupação da OMS envolve a identificação da cepa Bundibugyo do Ebola, considerada rara e sem vacinas ou tratamentos específicos aprovados até o momento. Especialistas alertam que os imunizantes disponíveis atualmente foram desenvolvidos principalmente contra a variante Zaire, responsável pelos surtos mais conhecidos da doença nas últimas décadas.

Em comunicado, a OMS afirmou que o risco regional é considerado elevado devido à mobilidade entre os países africanos afetados e às limitações estruturais dos sistemas de saúde locais. Equipes de emergência foram enviadas para reforçar o atendimento médico, ampliar a capacidade de testagem e intensificar ações de vigilância epidemiológica.

O Ebola é uma doença viral grave transmitida pelo contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais contaminados. Entre os principais sintomas estão febre alta, dores musculares, fraqueza intensa, vômitos e hemorragias em casos severos. A taxa de mortalidade pode variar entre 30% e 50%, dependendo da rapidez no diagnóstico e no tratamento.

A OMS também orientou países vizinhos a ampliarem medidas preventivas em regiões de fronteira para evitar novos focos da doença e conter uma possível disseminação internacional do vírus.

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