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OMS atualiza números do Ebola e alerta para avanço acelerado do surto na África

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou nesta terça-feira (19) que o atual surto de Ebola na África Central já registra ao menos 131 mortes suspeitas e mais de 500 casos suspeitos monitorados pelas autoridades sanitárias locais. O cenário elevou o nível de preocupação internacional diante da velocidade de disseminação da doença em regiões da República Democrática do Congo e de Uganda.

Segundo os dados mais recentes divulgados pelo Ministério da Saúde congolês em parceria com a OMS, entre 513 e 516 casos suspeitos estão sob investigação. Além disso, ao menos 33 infecções já foram confirmadas laboratorialmente no Congo, enquanto Uganda confirmou dois casos da doença.

A OMS afirmou que o avanço do vírus dificilmente será interrompido rapidamente, principalmente devido à circulação da variante Bundibugyo do Ebola, que ainda não possui vacina específica aprovada. A falta de imunizantes direcionados tem aumentado a preocupação das equipes médicas que atuam na linha de frente do combate à doença.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que a entidade acompanha com “profunda preocupação” a escala e a velocidade do avanço da epidemia. A organização destacou ainda que há registros de transmissão dentro de hospitais e centros de saúde, incluindo casos entre profissionais da área médica.

As autoridades sanitárias também enfrentam dificuldades para conter a doença em regiões marcadas por conflitos armados e deslocamentos populacionais constantes. Equipes internacionais foram enviadas para ampliar a testagem, intensificar o rastreamento de contatos e reforçar o atendimento hospitalar nas áreas afetadas.

Nos últimos dias, a OMS classificou o episódio como emergência de saúde pública de importância internacional, o mais alto nível de alerta sanitário da entidade. Apesar disso, especialistas afirmam que, até o momento, não há sinais de disseminação global semelhante à registrada durante a pandemia de Covid-19.

O Ebola é transmitido pelo contato direto com fluidos corporais contaminados e pode causar febre alta, hemorragias e falência múltipla de órgãos. A taxa de mortalidade da doença é considerada elevada, especialmente em regiões com sistemas de saúde fragilizados.

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